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Envolvidos negam irregularidades; governo não comenta

Fernando Gallo e Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2014 | 19h 31

Advogados de acusados disseram não ter tido acesso à denúncia do MPF, e Alston se recusa a comentar investigação

O governo de São Paulo afirmou que não se manifestaria sobre a denúncia, pois as pessoas citadas não têm vínculos com a administração estadual. A Secretaria de Energia não se pronunciou.

O criminalista Pedro Iokoi, que defende Celso Cerchiari e José Sidnei Martini, disse que não poderia comentar a denúncia, porque não teve acesso a ela. Durante o inquérito da PF, Iokoi entregou petição à Justiça para reconhecimento da prescrição de crime por “uma hipotética dispensa de licitação”.

Iokoi se antecipou e juntou aos autos documentos sobre a situação patrimonial e rendas de Cerchiari. “Provamos que em certo ano houve acréscimos, mas por causa do recebimento de verba rescisória quando a EPTE foi privatizada.”

O criminalista é taxativo. “(Cerchiari) é um engenheiro com uma vida fiscal cartesiana, um técnico. A evolução patrimonial dele bate em vírgulas.”

Iokoi informou que vai apresentar à Justiça todas as declarações de renda de Cerchiari e de José Sidnei Martini.

A Alstom afirmou não poder se manifestar sobre as alegações de corrupção porque as investigações estão em andamento. A empresa disse que “tem implementado regras estritas de conformidade e ética que devem ser aderidas por todos os funcionários”. Sustenta que “o atual programa de conformidade foi certificado por uma agência independente”.

O criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende o vereador Andrea Matarazzo (PSDB), declarou que “a exclusão (de Matarazzo) da denúncia demonstrou que o procurador examinou com muito cuidado as provas carreadas para o inquérito e verificou a inexistência de qualquer elemento, mesmo que indiciário, que demonstrasse qualquer responsabilidade do ex-secretário”.

Sobre o inquérito específico requisitado pela Procuradoria, Mariz observou: “A defesa se reserva para pronunciar-se posteriormente, uma vez que não há nenhuma razão apontada para tanto, a não ser referência objetiva a respeito de documentos ou depoimentos que embasem tal instauração, a não ser uma genérica manifestação sobre cooperação internacional sem que se afirme no que irá consistir tal cooperação.”

Jean-Pierre Courtadon declarou ter sido “envolvido em delitos que jamais cometeu”. O criminalista Augusto de Arruda Botelho, que defende Sabino Indelicato, disse que não teve acesso à denúncia e que não poderia comentá-la. Jorge Fagali, Jean Marie Lannelongue e Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Junior, Jonio Foigel, Thierry Arias, Daniel Huet e Cláudio Luiz Mendes não foram localizados.

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