Envolvidos na Operação Aquarela movimentaram R$ 120 mi

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h40

Relatórios do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) repassados ao Ministério Público do Distrito Federal nesta sexta-feira, 15, mostram que 299 pessoas ligadas direta ou indiretamente aos fatos apurados na Operação Aquarela movimentaram R$ 120 milhões. A maior parte da movimentação ocorreu entre e julho de 2004 e maio deste ano. Ao todo, o Coaf produziu sete relatórios. Seis deles considerados os mais importantes, pois identificaram a maior parte das transações financeiras foram elaborados em colaboração direta com o Ministério Público do DF, responsável pelas investigações, junto com a Receita Federal e a Polícia Civil de Brasília. As movimentações incluem saques, depósitos e transferências bancárias suspeitas e aquelas realizadas em dinheiro vivo acima de R$ 100 mil. Conforme as investigações, o BRB firmou contratos sem licitação com a Associação Nacional dos Bancos Estaduais (Asbace) e duas empresas de tecnologia, que por sua vez subcontrataram as ONGs. Embora se identificassem como ´sem fins lucrativos´, as organizações atuariam como entidades de fachada para lavagem de dinheiro do grupo. Os recursos repassados às entidades, segundo as autoridades, eram desviados. Estima-se que o BRB tenha sido lesado em R$ 50 milhões. O rastreamento das operações financeiras permitiu às autoridades identificar o caminho do dinheiro. A investigação constatou que essas organizações vendiam notas fiscais correspondentes a projetos e serviços não executados. O valor, em seguida, seria direcionado para os beneficiários do esquema, por meio de saques feitos com cartões corporativos pré-pagos ao portador. A Aquarela é uma operação conjunta da a Receita Federal, o Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal que prendeu na quinta-feira o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB)Tarcísio Franklin Moura, o presidente da Associação Brasileira de Bancos Comerciais Estaduais (Asbace), Juarez Cançado e mais 17 pessoas de uma quadrilha especializada em desvio de dinheiro público mediante fraudes. Entre os presos, quatro são de São Paulo, um de Goiás e um do Paraná, Estados onde a quadrilha tinha ramificações. Os demais são de Brasília e mais um suspeito encontra-se foragido.

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