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Entidades convocam associados para atos

- Atualizado: 12 Março 2016 | 07h 23

Associações empresariais e profissionais se mobilizam; rede Habib’s lança campanha

Entidades empresariais e profissionais estão convocando associados para a manifestação de amanhã contra o governo Dilma Rousseff, na Avenida Paulista. A Associação Comercial de São Paulo marcou uma concentração nas dependências de um restaurante no Clube Homs, na própria avenida, a partir de meio-dia. A entidade vai distribuir 300 camisetas amarelas com a frase “Empresário, apareça antes que você desapareça”.

Alencar Burti, presidente da ACSP, reclama que “assiste-se apenas a disputas de poder e de posições, como se fosse irrelevante manter a paralisia geral das decisões que afetam as atividades econômicas e a vida dos cidadãos”.

Para ele, “não se pode mais esperar que os interesses pessoais, partidários ou de grupos mantenham a Nação em suspense.”

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, enviou vídeo a vários associados chamando para o ato. Na gravação, ele diz que comparecerá junto com a família, e cita slogan que vem sendo adotado pela entidade: “Chega de pagar o pato”. A Fiesp manteve para amanhã um show de grupo cover dos Beatles, às 14h. Segundo a entidade, o evento faz parte da programação “Domingo na Paulista” e já estava agendado há várias semanas. O Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) fez uma convocação para “mudar o Brasil”. “A crise econômica não pode continuar. A classe empresarial não pode se omitir. Precisa posicionar-se firmemente pelo fim do impasse político. Nas manifestações de 13 de março, vamos mudar o Brasil!”

Embora não tenha convocado associados para o protesto, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou nota em que defende a transparência de ações e o estado democrático de direito. “O sentimento de indefinição política está prejudicando o Brasil e travando os investimentos e a economia. É preciso que essa situação chegue rapidamente a um desfecho dentro da ordem democrática rumo à retomada do desenvolvimento sustentado do País”.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) também não fez convocações, mas o presidente executivo da entidade, Fernando Figueiredo, defende uma solução rápida para a crise política, que, segundo ele, está paralisando a economia. Já a Sociedade Rural Brasileira (SRB) defende o impeachment de Dilma. “A nossa visão é de que o modelo de desenvolvimento econômico e social do Brasil chegou a um desgaste final”, afirma o presidente da entidade Gustavo Junqueira. “O Brasil está sem liderança”.

Redes. Também há ações do comércio, como as das redes de alimentação Habib’s e Ragazzo (do mesmo grupo) que lançaram a campanha “Fome de mudança” e convocam seus clientes a participar da manifestação. O grupo afirma que as redes “vão engrossar o coro de milhões de brasileiros e sair às ruas pedindo um Brasil mais honesto e mais justo”.

Lojas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba estão sendo decoradas de verde e amarelo, onde haverá distribuição de 150 mil cartazes com frases como “Quero meu País de volta”.

Embora convoque os clientes às ruas, o grupo afirma que não defende o impedimento da presidente Dilma. “O impeachment pode ser a veia da manifestação, mas a veia do apoio do Habib’s é em prol do Brasil. A gente quer um Brasil melhor, seja com Dilma ou sem a Dilma”, afirma André Marques, diretor de marketing da empresa. “A gente quer que essa situação de crise não perdure por muito tempo e que possamos progredir e voltar a ser o país que a gente já foi, inclusive na época do PT.”

A Associação Médica Brasileira chamou para o ato todos os médicos para que “demonstrem seu repúdio e indignação contra a corrupção que nos adoece”. Em nota, a entidade afirma apoiar o projeto “10 medidas contra a Corrupção”, organizado pelo Ministério Público Federal, e presta solidariedade aos membros do órgão e ao juiz Sérgio Moro da Operação Lava Jato.

Outras entidades ouvidas pelo Estado afirmaram que não vão se manifestar sobre o ato, entre as quais a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sindipeças (representa a indústria de autopeças), Abimaq (fabricantes de máquinas), Abiplast (indústrias de plásticos), Abinee (eletroeletrônicos) e Fecomércio.

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