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Enterro de Malhães é hoje às 15h em Nova Iguaçu, no Rio

Thaise Constancio - O Estado de S. Paulo

26 Abril 2014 | 10h 28

Ex-integrante de órgãos de repressão política da ditadura foi assassinado na última quinta-feira

Atualizada às 16h05

RIO - O corpo do coronel da reserva do Exército Paulo Malhães foi enterrado na tarde deste sábado, 26, no cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O corpo chegou às 12h10 para ser velado.

Um dos cinco filhos do coronel, Paulo Malhães, de 28 anos, disse que ele e os irmãos não viam o pai como um importante integrante dos órgãos de repressão da ditadura militar brasileira. "A gente sabe o que ele era pra vocês (a sociedade) mas para nós ele era apenas nosso pai".

Paulo reafirmou a declaração da irmã mais velha, Karla, de que o pai não comentou nada sobre possíveis ameaças. "(Ele) não chegou a comentar nada, a gente não sabe de nada, estamos tão perdidos quanto vocês".

A filha mais velha do coronel da reserva do Exército Paulo Malhães, Karla, afirmou que a família não está acompanhando as investigações sobre o assassinato do pai. Ela ressaltou que a família está se despedindo do pai. "Não pensamos em nada disso (investigação), isso é com a polícia. Estamos nos despedindo do nosso pai. Para gente ele era nosso pai. E um bom pai. Para vocês ele é um coronel da ditadura. É tudo muito dolorido", disse Karla.

Ex-integrante de órgãos de repressão política da ditadura, Malhães foi assassinado nessa quinta-feira, 24, no sítio em que morava em Marapicu, zona rural de Nova Iguaçu.

A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade para a morte do coronel, desde homicídio por motivo de vingança a latrocínio (roubo seguido de morte). A possibilidade de a morte ter relação com o depoimento do militar na Comissão da Verdade em março também é investigada.

Na ocasião, ele afirmou ter participado de torturas, assassinatos e desaparecimentos de militantes políticos, inclusive dos restos mortais do ex-deputado Rubens Paiva. À Comissão da Verdade, ele também contou detalhes sobre o funcionamento da Casa da Morte de Petrópolis, na Região Serrana fluminense, um centro clandestino de tortura e homicídios mantido pelo Centro de Informações do Exército.

Histórico. Na tarde de quinta, três homens invadiram o sítio de Malhães e fizeram ele, a mulher Cristina Batista Malhães e o caseiro Rogério de reféns por nove horas. Os criminosos levaram dois computadores, pelos menos três armas antigas colecionadas pelo militar, um aparelho de som, joias e cerca de R$ 700 em dinheiro.

Malhães foi mantido em seu próprio quarto, onde foi encontrado morto supostamente por asfixia. O corpo estava de bruços, com o rosto contra um travesseiro e apresentava sinais de cianose, que são características de sufocamento. Os criminosos amarraram Rogério e Cristina e foram embora depois do crime.

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