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Empresas têm de ser investigadas, diz Alckmin

Gabriela Lara e Fábio Leite - O Estado de S. Paulo

06 Março 2014 | 13h 41

Governador defende apuração da atuação de ‘consultorias’ do Uruguai em esquema do cartel

São Paulo (atualizado às 22h34) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta quinta-feiras, 6, a investigação de empresas uruguaias suspeitas de terem sido usadas pelo cartel de trens para pagar propina a agentes públicos de estatais paulistas. "Queremos que a investigação se faça (de forma) total, para saber quem são essas empresas de fachada, quem recebeu, onde recebeu, como recebeu, quando recebeu. O Estado é o maior interessado nisso", afirmou o governador, após participar de evento na capital.

Conforme revelou ontem o Estado, ao menos três empresas do Uruguai para as quais as multinacionais Siemens e Alstom repassaram dinheiro são firmas de fachada. A Gantown, a Leraway e GHT Consulting usam como endereço em seus registros oficiais um imóvel comercial de Montevidéu onde funciona um escritório de contabilidade chamado Guyer Y Regules, especializado em sociedades anônimas.

A resposta de Alckmin segue um padrão repetido desde que o caso do cartel de trens veio a público, no ano passado. O governador tem dito que o Estado é o maior interessado na conclusão das investigações.

Expertise. A Siemens e a Alstom dizem que contrataram as empresas uruguaias, entre 1999 e 2000, para prestação de consultoria na área de transportes. Essas empresas, porém, não têm expertise na área. Elas são registradas como assessorias de investimento financeiro. O Uruguai também não tem qualquer tradição no setor metroferroviário. A prática de contratação de consultorias fictícias para o pagamento de propina já levou a Siemens e a Alstom a serem condenadas fora do Brasil.

A suspeita das autoridades que investigam o caso é que as empresas uruguaias sejam ligadas ao consultor Arthur Teixeira, indiciado pela Polícia Federal no inquérito do cartel sob suspeita de intermediar as propinas para agentes públicos ligados a estatais do governo paulista.

Apesar das suspeitas de irregularidades no uso de empresas uruguaias pelas multinacionais do cartel serem de conhecimento das autoridades brasileiras há quase seis anos, não houve até hoje nenhum pedido de cooperação nas investigações por parte do Ministério Público brasileiro ao país vizinho. Ao comentar o assunto ontem, Alckmin pediu genericamente a investigação do caso, sem se referir à ausência de cooperação entre autoridades brasileiras e uruguaias.

Alckmin também explicou ontem por que a ação judicial aberta pelo governo de São Paulo para investigar o cartel tem como alvo só empresas, e não agentes públicos suspeitos de receber propina. "A investigação ainda não terminou. Quando terminar e ficar confirmado o envolvimento de agentes públicos, todos entrarão no processo", disse.

De acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo, o Ministério Público Estadual afirmou à Justiça que a ação movida pela gestão de Alckmin para pedir indenização pelos prejuízos causados pelo cartel é "açodada" e "incorreta" - o ideal seria aguardar o fim das investigações.

Alckmin entrou com uma ação contra a Siemens no ano passado, assim que o acordo da empresa alemã com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) veio à público. Depois, o governo incluiu na ação outras empresas suspeitas.

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