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Empresas negam ilegalidades e sobrepreço

O Estado de S.Paulo

17 Junho 2014 | 02h 07

A Petrobrás e as empresas citadas nas investigações do Ministério Público Federal sobre a conexão entre suspeitas de desvios na Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, negam ilegalidades e questionam os laudos que apontam superfaturamento nas obras das duas unidades.

A estatal informou, em nota, que o sobrepreço apontado pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União decorre de "divergências metodológicas de precificação de serviços". A estatal afirmou esperar que elas sejam "superadas no curso do processo" no TCU.

O advogado Nélio Machado, que defende o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, não respondeu aos pedidos de entrevista feitos por telefone e por e-mail, assim como os defensores do doleiro Alberto Youssef.

O Consórcio Conpar, das construtoras Odebrecht, OAS e UTC Engenharia, informou ter prestado ao TCU "todas as informações e esclarecimentos quanto à regularidade dos preços praticados no âmbito do contrato, estando as elucidações em fase de análise pelo tribunal".

O consórcio disse que sua contratação se deu por meio de processo licitatório, "nos estritos termos da legislação em vigor", e negou ter tratado de doações de campanha com o ex-diretor da Petrobrás. A Mendes Júnior, em nota, também disse não ter discutido doações eleitorais ou ter tratado dos contratos da refinaria do Paraná com Costa.

O Grupo Sanko afirmou, em nota, repudiar "veementemente as ilações que vêm sendo feitas" e reafirmou a total "transparência, legalidade e legitimidade de seus negócios". Segundo o grupo, todos os contratos das suas empresas são estritamente comerciais. "Os serviços foram contratados, pagos contra a emissão de notas fiscais, que foram todas devidamente contabilizadas, tributadas e pagas, via sistema bancário, de acordo com a legislação vigente", diz a nota. A Sanko informou ter prestado informações às autoridades "tão logo se iniciaram as investigações".

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