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Empresário diz que Delcídio repetiu 'fantasias' para 'comprar' liberdade

Citado pelo senador Delcídio Amaral em delação premiada, divulgada na íntegra nesta terça-feira, Milton Lyra afirmou que petista não tem conhecimento de 'qualquer fato concreto'

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Eduardo Rodrigues,
O Estado de S.Paulo

16 Março 2016 | 15h42

Brasília – Acusado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) de ser operador da bancada do PMDB no Senado em estatais e fundos de pensão, na delação premiada homologada no Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário Milton Lyra emitiu nota nesta quarta-feira, 16, “repelindo rigorosamente as suposições, inferências e suspeitas” feitas pelo parlamentar.

“Ele nada mais fez que repetir notícias e fantasias publicadas na imprensa, certamente com o objetivo de comprar sua liberdade”, afirmou Lyra. “O próprio senador afirmou não ter conhecimento de qualquer fato concreto que possa fundamentar suas ilações, o que faz da difusão dessas inverdades um ato criminoso”, completou.

De acordo com Delcídio, os principais “operadores” da bancada do PMDB no Senado seriam Jorge Luz e Milton Lyra. Esse último, chamado pelo delator de “homo brasiliensis”, teria grande atividade junto a fundos de pensão como o Postalis, dos Correios, cuja direção havia sido indicada por Renan Calheiros (AL) e Edison Lobão (MA).

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