Empresário de Jandira-SP é preso pela polícia

No rastro do assassinato do prefeito de Jandira, Braz Paschoalin (PSDB), executado com tiros de grosso calibre na manhã do dia 11, a polícia chegou ontem a mais um suspeito, o empresário Pedro Roberto Galvão, de 43 anos. Ele seria um dos mandantes do crime, juntamente com o ex-secretário municipal de Habitação, Wanderlei Lemes de Aquino, detido desde quinta-feira.

AE, Agência Estado

21 Dezembro 2010 | 08h23

Galvão foi levado ao Setor de Homicídios da Delegacia Seccional de Carapicuíba (SP) no início da tarde de ontem. À noite, a Justiça decretou a prisão temporária do empresário, que é o sexto alvo do inquérito - além dele e de Aquino, quatro pistoleiros estão detidos. Estabelecido com pequena empreiteira da área de sinalização de trânsito, Galvão também se dedica à exploração de máquinas caça-níqueis, segundo a polícia. Ele é conhecido na cidade como "Pedro das Maquininhas" e é muito próximo a Aquino.

A polícia tem duas frentes de investigação sobre os motivos da execução do prefeito. Uma linha revela desavenças graves entre Paschoalin e Aquino, que teria perdido poder e espaço na administração. A outra mostra suposta parceria do tucano com empresários do jogo. Ele teria rompido com um grupo.

A suspeita sobre Aquino ganha força, segundo a polícia, porque o prefeito o ameaçou de demissão em um momento em que o então secretário manipulava recursos públicos. Na última sexta-feira, ele iria despachar ordem de serviço para reconstrução de 120 casas de condomínios populares ao custo de R$ 7,19 milhões - dinheiro repassado pelo governo federal.

Hoje, a Câmara de Jandira vota o orçamento para 2011. Vários vereadores estão sob investigação por envolvimento em suposto esquema de propinas. Em 2008, eles teriam recebido R$ 200 mil cada para aprovarem as contas de Paschoalin, rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais conteúdo sobre:
prefeito Jandira assassinato polícia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.