Leonardo Augusto/Estadão
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Empresário assume participação em chacina de Unaí

Cerealista José Alberto de Castro confessou ter participado do assassinato de apenas um dos quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego em 2004

Leonardo Augusto, especial para O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2015 | 08h20

BELO HORIZONTE - O acusado de ser um dos mandantes da chacina de Unaí, o empresário cerealista José Alberto de Castro, assumiu a participação na morte de apenas um dos quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego assassinados à época. O julgamento de José Alberto, e também de outro acusado de ser mandante da chacina, o fazendeiro Norberto Mânica, começou na terça-feira em Belo Horizonte. A confissão de José Alberto ocorreu durante interrogatório, que acontece nesse momento.

A chacina ocorreu em 28 de janeiro de 2004 na zona rural de Unaí. Os funcionários do ministério faziam fiscalização de fazendas na região.

José Castro disse que sabia da trama apenas para o assassinato do fiscal Nelson José da Silva. O cerealista afirmou ainda que participou da armação para morte do fiscal a pedido do também cerealista Hugo Pimenta que, por sua vez, estaria atendendo a pedido do fazendeiro Norberto Mânica, que reclamava das multas aplicadas por Nelson. Além de José Alberto e Norberto, Hugo, e ainda o ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, também são acusados de serem os mandantes da chacina, conforme denúncia do Ministério Público Federal.

De frente para os jurados, José Alberto chorou, pediu desculpas e disse estar arrependido. "Estou aqui para assumir a minha culpa. Errei e estou disposto a pagar por isso", disse. José Alberto disse que entrou em contato com Francisco Pinheiro, o agenciador que contratou os pistoleiros para a chacina. E que sabia quando o grupo começou a seguir o fiscal Nelson. Porém, não tinha conhecimento que quatro pessoas seriam mortas.

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