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Em rede nacional, Padilha anuncia vacinação contra HPV

ERICH DECAT - Agência Estado

29 Janeiro 2014 | 23h 01

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou na noite desta quarta-feira, 29, um pronunciamento em cadeia de rádio e TV nacional para divulgar o início da campanha de vacinação contra o HPV. A vacinação, entretanto, começará apenas no próximo dia 10 de março. O HPV atualmente é um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero, o terceiro tipo de câncer mais frequente entre as mulheres. O principal público-alvo da vacinação serão meninas entre 11 e 13 anos de idade. Segundo o ministro, a vacina vai estar disponível durante todo o ano em 36 mil postos de saúde da rede pública e também nas escolas públicas e privadas. "Com essa campanha o governo federal vai dar uma contribuição decisiva para a saúde da mulher brasileira que até então tinha poucos meios para prevenir já na infância o câncer do colo do útero", afirmou Padilha.

Conforme revelou o Estado na sua edição de quarta-feira, o pronunciamento um mês antes da campanha custou R$ 55 mil e foi preparado pela agência Propeg. De acordo com o ministério, ao todo R$ 15 milhões serão destinados a ações nas redes sociais, de mobilização em eventos e campanha publicitária. Desse total, metade dos recursos está destinada a divulgação da campanha em televisão. A outra metade está dividida entre rádio (15%), internet (10%), revista (7%), cinema (5%) e demais meios (13%), como outdoors e publicações. Também serão produzidos 213.000 cartazes, ao custo total de R$ 152.699,7, que serão distribuídos a todas as secretarias estaduais de saúde.

Pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo na próxima disputa eleitoral de outubro, Padilha também reservou parte do pronunciamento para fazer um balanço do Programa Mais Médicos, que também deverá ser uma das principais bandeiras da campanha à reeleição da presidente Dilma. "Agora com o Programa Mais Médicos o governo federal está dando outro passo decisivo para levar mais saúde às áreas que durante décadas viveram esquecidas como a periferia das grandes cidades e as regiões mais pobres e isoladas do país", disse antes de apresentar números. Segundo ele, o programa tem mais de 6.500 médicos e beneficia 23 milhões de brasileiros e brasileiras. De acordo com cálculos do ministro, até o mês de março um total 13 mil médicos farão parte do programa, beneficiando 45 milhões de pessoas.