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Em novo revés, Câmara aprova convite para presidente da Petrobrás explicar denúncias

Ricardo Della Coletta e Eduardo Bresciani

12 Março 2014 | 11h 14

Deputados do 'blocão' conseguem maioria e Graça Foster será convidada a falar sobre suspeitas de pagamento de propina a funcionários da estatal

BRASÍLIA - O "blocão", grupo informal de deputados descontentes com a articulação política do governo, impôs na manhã desta quarta-feira, 12, mais um revés ao Palácio do Planalto e apoiou a aprovação de um convite para que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, vá a Câmara falar sobre denúncias de corrupção que citam a estatal e a holandesa SBM Offshore.

A votação do requerimento ocorreu na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Trata-se de mais um capítulo da crise política entre o Executivo e parte da sua base aliada na Câmara, rebelião capitaneada pelo líder do PMDB na Casa, deputado Eduardo Cunha (RJ).

Cunha costurou acordo com deputados da oposição para a aprovação do convite a Graça Foster. Caso ela não compareça à Casa em até 30 dias, os deputados no colegiado se comprometeram em aprovar um requerimento de convocação do ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, para falar sobre o caso. Como parte do acertado, os deputados retiraram da pauta desta quarta o requerimento que previa a convocação de Lobão.

Nessa terça, o líder do PMDB já havia coordenado em plenário a aprovação de um requerimento para criar uma comissão externa destinada a acompanhar, na Holanda, investigações de um suposto esquema de pagamento de propina da holandesa SBM Offshore a funcionários e intermediários da Petrobrás, em negócios envolvendo fretamento de plataformas. A votação de ontem em plenário foi uma dura derrota para o governo.

Os parlamentares da Comissão de Fiscalização Financeira também vão votar pedido para convocar o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a fim de prestar esclarecimentos sobre o regime diferenciado de contratação dos médicos cubanos participantes do programa Mais Médicos.

O Palácio do Planalto tentou isolar Cunha para debelar a crise, mas a bancada peemedebista fez um desagravo nessa terça, 11, a seu líder e declarou independência nas votações da Câmara.

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