Em novo estatuto, PSDB deve decidir pelo fim da reeleição para cargos do partido

Mudanças incluem outros critérios para distribuição do orçamento da sigla e ainda um gestor de compliance

Julia Lindner e Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2017 | 15h19

BRASÍLIA - Durante reunião da Executiva do PSDB, nesta quinta-feira, 30, o deputado Carlos Sampaio (SP) apresentou suas propostas para o novo estatuto do partido. Entre as mudanças, está o fim da reeleição para todos os cargos da legenda, inclusive o de presidente, que tem mandato de dois anos.

Também ficaria definido que a distribuição do orçamento da sigla passaria por decisão da Executiva, e não apenas do presidente, como ocorre hoje. Os dois pontos já são consensuais. No estatuto, também ficaria contemplada a implantação do sistema de compliance, porém os termos ficariam a critério da nova Executiva, que será eleita no próximo dia 9. Esse conceito, em tese, estabelece a observância da prática de normas estabelecidas pela instituição.

Neste caso, seria designado uma espécie de gestor de compliance que não poderia ser filiado ao PSDB nem ter parentesco com membros da legenda. Alguns integrantes da Executiva consideraram que o assunto ainda é "novo" e pediram mais tempo para analisar a proposta. Uma nova reunião deve ocorrer na próxima semana.

Além do presidente interino da legenda, participaram da reunião desta quinta os deputados Carlos Sampaio, Eduardo Cury, Ricardo Tripoli, Giuseppe Vecci, Silvio Torres, João Gualberto, Yeda Crusius, Marcus Pestana, Jutahy Magalhães; os senadores Dalírio Beber e Flexa Ribeiro; e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal. O ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) foi até a sede da Executiva pela manhã, conversou com alguns dos presentes, mas não ficou para a reunião.

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