Em nova onda, MST invade dez fazendas no oeste de SP

O "inverno quente" será a primeira ação unificada dos movimentos de luta pela terra

Agencia Estado

25 Junho 2007 | 15h55

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior vai iniciar neste domingo, 24, mobilização com outros movimentos contra o projeto do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que prevê a regularização das fazendas com mais de 500 hectares no Pontal do Paranapanema. O líder espera mobilizar o Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) e grupos menores, como o Unidos em Luta pela Terra (Uniterra) para invadir pelo menos dez fazendas. A idéia é ocupar áreas que são alvo de ações do Estado, sob alegação de serem terras devolutas. O "inverno quente", como Rainha o chama, será a primeira ação unificada dos movimentos de luta pela terra no Pontal. Dissidência do MST, o Mast é a segunda força entre os sem-terra no Estado. No Pontal, tem seis acampamentos em Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Piquerobi e Presidente Bernardes, com cerca de 1.200 membros. O Uniterra tem 300 acampados em Presidente Epitácio. Rainha conta com 1.800 militantes em 11 acampamentos do MST e o apoio de sindicatos rurais ligados à CUT. Na quinta-feira, a direção estadual do MST informou que as ações de Rainha no Pontal são pessoais e não refletem as decisões do movimento. O líder, no entanto, diz estar seguindo as diretrizes da carta de princípios divulgada no 5º Congresso Nacional do MST, encerrado dia 15, em Brasília. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, informou que a entidade vai pedir a prisão de Rainha por organizar as invasões.

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