Beto Barata/PR
Beto Barata/PR

Em meio à crise, Temer convoca aliados para almoço

Presidentes da Câmara e do Senado, além de ministros como Moreira Franco vão a encontro no Jaburu

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2017 | 12h07

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer convidou ministros e alguns parlamentares que estão em Brasília para um almoço libanês neste sábado, 9, em sua residência oficial, o Palácio do Jaburu, às 13h. Segundo fontes, devem participar do encontro os mesmos nomes que estiveram na última quinta-feira, 7, em encontro na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A convocação tem como objetivo discutir a reforma da Previdência, mas também debater reações para os acontecimentos que envolvem o Executivo e a Justiça.

Há pelo menos três fatos novos em relação ao último encontro do grupo na quinta-feira. Uma das novidades foi a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que aconteceu ontem após a Polícia Federal apontar "fortes indícios" de que os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador nesta semana sejam dele. Geddel é amigo pessoal de Temer há mais de 30 anos e durante muito tempo foi parte do núcleo peemedebista liderado pelo presidente.

Outro fato novo foi a denúncia envolvendo justamente integrantes do PMDB no Senado. Também na sexta-feira, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal uma denúncia por formação de organização criminosa por integrantes do PMDB do Senado Federal no âmbito da Lava Jato. Os denunciados são os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão, Jader Barbalho, Valdir Raupp, o ex-presidente e ex-senador José Sarney, além de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Os peemedebistas são acusados de receber R$ 864 milhões em propina e gerar prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e perda de R$ 113 milhões para a Transpetro.

E, por fim, outra "novidade" dentro do cardápio do almoço deste sábado foi o pedido de Janot para prender o empresário e dono do grupo J&F, Joesley Batista. O pedido ainda precisa ser analisado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. Segundo apurou o Estado, Janot também pediu a prisão do diretor do J&F, Ricardo Saud, e do ex-procurador Marcello Miller.

Por volta das 16h30, alguns dos convidados do almoço libanês organizado pelo presidente Michel Temer começaram a deixar o Palácio do Jaburu. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) e o ministro Hélder Barbalho (Integração Nacional, convidado de última hora) já deixaram o local. Ainda estão reunidos com Temer os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Torquato Jardim (Justiça), Antonio Imbassahy (secretaria de Governo) e Moreira Franco (secretaria-geral). Alguns dos presentes estão acompanhados das esposas

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