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Em formatura no Sul, Dilma defende impostos para custear educação gratuita

ELDER OGLIARI - Agência Estado

11 Abril 2014 | 16h 45

Presidente passou a maior parte do tempo de seu discurso falando sobre as iniciativas do governo brasileiro para elevar o número de matrículas no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)

PORTO ALEGRE - A poucos meses de uma campanha eleitoral que deve ter a qualidade dos serviços públicos como uma de suas pautas, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, destacou a educação profissionalizante gratuita como um dos retornos dos impostos nesta sexta-feira, em Porto Alegre, durante cerimônia de formatura de mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Dilma passou a maior parte do discurso de 31 minutos elogiando as iniciativas do governo brasileiro para elevar o número de matrículas no Pronatec dos atuais 6,3 milhões para 8 milhões até o final do ano, a criação de empregos formais e a ascensão social de 42 milhões de pessoas nos últimos 11 anos. Também enalteceu o esforço dos formandos e de todos os que buscam as oportunidades oferecidas, da creche à universidade, recomendando, ainda, que quem já atingiu determinado estágio, busque outro, superior. "Tenho certeza que nenhum de vocês, que tomou o gostinho, vai deixar de trabalhar, de procurar um novo curso", afirmou.

No final, ao citar o Pronatec como um programa de caráter democrático e universal, a presidente lembrou que a gratuidade dos cursos deve-se aos impostos pagos e que devem ser devolvidos aos brasileiros. "Não é nenhum favor do governo, porque o governo paga o curso com o dinheiro do imposto que cada um de vocês paga", reiterou. "Então o curso é de cada um e cada uma e todos os demais brasileiros, que não estão fazendo um curso, também são beneficiados porque cada um de vocês trará um benefício muito grande para o País, que muda quando vocês melhoram de vida".

Dilma voltou a tocar no assunto pouco depois, em mais um dos elogios ao esforço dos formandos. "Para o Brasil, pessoas independentes, autônomas, que pensam pela sua cabeça têm de ser apoiadas", insistiu a presidente. "O dinheiro que se arrecada do povo brasileiro tem de voltar para elas".

Barragem. Ao encerrar o discurso, Dilma anunciou ter autorizado o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genr o (PT), a contratar a construção da barragem de São Sepé, com custo estimado de R$ 400 milhões, nesta sexta-feira. "Nunca vim ao Rio Grande do Sul sem trazer um presente", afirmou a presidente. Dilma lembrou que o Estado tem chuvas abundantes em algumas épocas e escassas em outras e, por isso, a barragem deve regularizar o abastecimento na região central do Estado. "Então esse é o presente para vocês", reafirmou, ao se despedir da plateia. A barragem é sonho de moradores e agricultores de diversas cidades há algumas décadas e deve servir ao abastecimento humano, às plantações de arroz e à irrigação de lavouras de soja e milho.