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Em defesa de réu da Zelotes, cientista político diz que lobby não pode ser confundido com crime

- Atualizado: 26 Janeiro 2016 | 11h 36

Justiça promove segundo dia de audiências para depoimentos da operação que investiga sonegação fiscal e suposta 'compra' de medidas provisórias

Brasília - O cientista político Paulo Kramer, testemunha de defesa de Francisco Mirto, um dos réus da Operação Zelotes, disse nesta terça-feira, 26, que a atividade de lobby deve ser desmistificada e não pode ser confundida com práticas ilícitas. Ao buscar um exemplo, ele citou Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado por operar o esquema do mensalão no governo do PT. "Marcos Valério é um picareta, um bandido. Chamem ele de operador, de praticante de advocacia administrativa", declarou.

A Justiça iniciou nesta terça o segundo dia de audiências para colher os depoimentos de testemunhas da Zelotes. As defesas dos réus buscam demonstrar que os acusados  não se envolveram num esquema ilícito para viabilizar medidas provisórias, mas praticaram lobby legítimo para emplacar as normas, de interesse de montadoras de veículos. 

Francisco Mirto está preso desde novembro, acusado de espionar o procurador da República José Alfredo de Paula, que investiga a suposta "compra" de MPs e possíveis irregularidades no negócio fechado peno Brasil para compra dos caças Gripen, da Suécia. Na casa dele, a PF encontrou um bilhete com dados de José Alfredo e a inscrição: "investigar e informar Cristina Mau". 

A empresária Cristina Mautoni é também ré da Zelotes, acusada de operar a "compra" das MPs. A empresa dela e do marido, o lobista Mauro Marcondes, trabalhou para montadoras interessadas nas normas e também para o grupo da Saab, que produz os caças.

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