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Em Curitiba, protesto reuniu um 'exército de Sérgio Moro'

‘Capital’ da Operação Lava Jato reúne 200 mil pessoas nas ruas para protestar contra o governo de Dilma Rousseff

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Ricardo Brandt,
O Estado de S.Paulo

13 Março 2016 | 23h23

Em Curitiba, terra da Operação Lava Jato, 200 mil pessoas foram às ruas na manifestação do 13 de março pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com público recorde, os protestos de domingo na capital paranaense foram um ato de apoio ao juiz federal Sérgio Moro e das investigações feitas pela Polícia Federal e também pelo Ministério Público Federal.

A Polícia Militar do Paraná esperava 100 mil pessoas no ato e reforçou a segurança na Praça Santos Andrade, desde às 9h – a manifestação estava marcara para 14h. No ano passado, no mês de março, 80 mil pessoas ser reuniram no local para o mesmo protesto contra a presidente.

Neste ano, atos a favor de Moro e em exaltação à Lava Jato dominaram as palavras de ordem. Um exército de 10 mil ‘Sérgios Moros’ tomou a manifestação aos gritos de “Somos todos Sérgio Moro”. Apoiadores das investigações da Lava Jato distribuíram 10 mil máscaras com o rosto do magistrado.

As manifestações de apoio em Curitiba e por todo o Brasil, levaram o juiz Sérgio Moro a divulgar nota no meio da tarde em um rara manifestação pública.

Os manifestantes, na capital paranaense, também levaram faixas com frases como ‘Viva a Lava Jato’, confeccionadas por grupos locais, para exaltar o apoio aos investigadores da Operação Lava Jato.

Curitiba é a origem e concentra as investigações da Lava Jato. Na capital paranaense estão presos, por exemplo, o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht, o ex-ministro José Dirceu, que chegou a ser o número dois na República, e o marqueteiro do PT João Santana.

Investigadores da Lava Jato, em reservado, avaliaram as manifestações em Curitiba e no resto do País como um voto de apoio ao trabalho desenvolvido pela equipe.

Na última semana, a força-tarefa foi publicamente criticada por advogados e entidades por causa da 24ª fase da Lava Jato, que levou coercitivamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor, no último dia 4, em São Paulo.

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