Reuters
Reuters

Em Cuba, Dilma diz que direitos humanos não podem ser arma ideológica

'Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro', disse a presidente, que faz uma visita oficial ao país; ela defende que discussão sobre o tema seja feita dentro de uma perspectiva multilateral

Lisandra Paraguassu, enviada especial a Cuba

31 Janeiro 2012 | 14h54

HAVANA - Em visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não é possível fazer da política de direitos humanos apenas uma arma de combate político ideológico contra alguns países. "Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro", afirmou a petista. Ela disse que desrespeitos aos direitos humanos ocorrem em todas as nações, inclusive no Brasil, e citou como exemplo as violações denunciadas na base americana de Guantánamo.

 

"O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso", ponderou. Dilma disse que concorda discutir o tema, dentro de uma perspectiva multilateral. "De fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também", afirmou.

 

Com relação ao visto de turista concedido pelo governo brasileiro à blogueira cubana Yoani Sánchez, que faz oposição ao regime castrista, Dilma disse que agora cabe à blogueira obter a permissão de Cuba para viajar. Colunista do Estado, Sánchez é uma das mais proeminentes críticas do governo cubano e quer vir ao Brasil para o lançamento de um documentário do qual participou.

Mais conteúdo sobre:
Dilma Cuba direitos humanos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.