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Política

Recife

Em cidade vizinha à terra natal de Lula, moradores pedem desculpas por 'filho corrupto'

Manifestações ocorreram em Garanhuns e Petrolina e não tiveram relação com os movimentos que organizaram ações na capital pernambucana; participantes também declararam apoio à Operação Lava Jato

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Monica Bernardes,
Especial para O Estado de S.Paulo

13 Março 2016 | 18h22

Recife - Em Pernambuco, além do Recife, outras duas cidades registraram neste domingo, 13, manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff: Garanhuns e Petrolina. As ações, segundo os organizadores, não têm vinculação com os movimentos Vem Pra Rua e Estado de Direito, que comandaram os atos na capital.

Em Garanhuns, cidade localizada no agreste pernambucano, cerca de 250 pessoas, segundo cálculos do Batalhão de Polícia Militar na região, participaram de uma caminhada, no final da manhã, pelas principais ruas da área central do município. Garanhuns fica a 27 quilômetros de Caetés, terra natal do ex-presidente Lula.

Durante a manifestação, em alguns dos discursos os protagonistas pediram "desculpas ao Brasil, pelo filho corrupto que havia saído daquela região". Os participantes carregavam faixas e cartazes em apoio à Operação Lava Jato e em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff e pedindo a prisão de Lula.

"Ninguém aguenta mais essa situação em que o Brasil está. O Lula saiu daqui e sabe o que é pobreza. Nunca imaginamos que ele se venderia por dinheiro. Ele traiu a todos nós. E a Dilma foi pelo mesmo caminho. Queremos o impeachment já", afirmou o comerciante Divaldo Fraga, de 43 anos.

Em Petrolina, no Sertão, pouco mais de 30 pessoas, segundo a PM local, fez uma rápida caminhada pela orla da cidade, carregando faixas e cartazes contra a presidente Dilma, Lula e o PT. Um homem fantasiado do juiz Sérgio Moro circulou, de moto, buzinando pelas ruas centrais da cidade, chamando a atenção da população. Não houve registro de confronto em nenhuma das duas cidades.

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