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Em carta de demissão, Helena Chagas rebate críticas do PT

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2014 | 22h 24

Ex-chefe da Secretaria de Comunicação diz que critério foi técnico na distribuição de publicidade; PT pede verbas para blogs

Em sua carta de demissão do cargo de ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, entregue nesta sexta-feira, 31, à presidente Dilma Rousseff, a jornalista Helena Chagas fez questão de responder às críticas do PT, que cobrava mais espaço na verba publicitária do governo para as chamadas mídias alternativas.

O PT reclamava que essas mídias não estavam sendo contempladas à altura. A expectativa é que agora, com a mudança no comando da Secretaria de Comunicação Social, as publicações que atuam em defesa do governo serão mais contempladas.

Ao reagir ao PT, Helena Chagas disse que o critério adotado para distribuição das verbas de publicidade é de "mídia técnica, que herdamos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que soubemos preservar e aprimorar".

Helena afirmou ainda que "propiciou a oportuna e equilibrada publicidade governamental de tais ações públicas, trazendo ao cidadão informação clara e objetiva a respeito de seus direitos e das oportunidades que lhe eram postas".

Segundo ela, atualmente há 9.963 veículos cadastrados para receber investimentos de mídia do governo, cadastro esse que foi ampliado na sua gestão.

Só que no PT e dentro do próprio governo, há quem ache que este critério "técnico" adotado por Helena não atendia às novas modalidades de comunicação, particularmente os blogs divulgados na internet, que defendem a presidente e o modelo petista. Para eles, alguns dos chamados "blogs sujos" podem ser muito mais lidos e ouvidos do que muitos meios de comunicação tradicionais e que isso não era aferido pela Secom.

Ontem, a presidente Dilma informou, por meio de nota, que aceitou o pedido de demissão de Helena, agradeceu "a dedicação e os relevantes serviços prestados" e confirmou a sua substituição por Thomas Traumann, que ocupava o posto de porta-voz do Planalto.

Ao substituir o comando da Secom, Dilma optou por dar um novo estilo à pasta, considerada estratégica na campanha à reeleição. A intenção é que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência seja mais atuante e preparada para a artilharia pesada que o governo acredita que enfrentará na eleição. A Secom deverá adotar o modelo de responder com veemência as críticas que receber, adotando uma espécie de estilo bateu, levou.

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