DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Em busca de apoio, Cunha flexibiliza regras de hora extra para servidores da Câmara

Antes, presidente da Casa havia estabelecido um limite de dois funcionários por gabinete e 700 outros na Câmara para receber hora extra noturna, agora, estes números subirão, respectivamente, para três e 900

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2015 | 15h50

Brasília - Em busca de apoio para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Mesa Diretora da Câmara, comandada pelo peemedebista, decidiu flexibilizar as regras para pagamento de horas extras para servidores e funcionários dos gabinetes dos deputados. Se o presidente da Câmara havia estabelecido um limite de dois funcionários por gabinete e 700 outros na Casa para receber hora extra noturna, agora, estes números subirão, respectivamente, para três e 900.

Quando não havia limitações, o gasto por sessão com as horas extras era de R$ 1,2 milhão. Com a redução, o gasto caiu para R$ 330 mil, segundo o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário da Mesa. Agora, com a flexibilização, o gasto deve subir para R$ 500 mil.

Mansur admitiu haver reclamações de parlamentares e de alguns setores da Câmara, mas disse que a decisão de aumentar o número de funcionários que podem fazer hora extra é "puramente técnica".

Parlashopping. A Mesa Diretora da Câmara também decidiu dar início por conta própria às obras do complexo de prédios anexos batizada popularmente de "parlashopping". Com os R$ 400 milhões que a Casa tem em cofre, fruto da venda de sua folha de pagamento, serão construídos um prédio de gabinetes e auditório e outro com cinco andares de garagem subterrânea.

Agora, a Câmara está resolvendo questões burocráticas para que as obras comecem de fato em agosto do ano que vem. Para a construção do prédio de lojas e praça de alimentação, a Casa ainda espera concluir uma parceria público-privada (PPP).

Algemados. Beto Mansur disse ainda que a Câmara não vai retirar à força os manifestantes pró-impeachment que se algemaram em torno de uma coluna no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Os ativistas não foram repreendidos pela segurança da Casa.

Apesar de grupos de indígenas e sindicalistas serem constantemente barrados quando tentam se dirigir ao Salão Verde, Mansur negou haver tratamento diferenciado. "A Câmara não dá tratamento diferenciado a favor ou contra impeachment, a favor ou contra índios", afirmou. "As pessoas vêm para cá com direito a se manifestar. A Casa tem essa característica", disse Mansur.

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