JOSE PATRICIO/ESTADÃO
JOSE PATRICIO/ESTADÃO

Em Aparecida, Alckmin evita ataque a petistas mas bispo pede seriedade política a Dilma

Enquanto governador de SP diz que aguarda decisão sobre processo de impeachment para esta semana, bispo auxiliar de Aparecida afirma que presidente deveria aproveitar para copiar modelo de gestão do Santuário

Gerson Monteiro - Especial para O Estado de S.Paulo, O Estado de S. Paulo

12 Outubro 2015 | 13h36

APARECIDA - Único político a participar todos os anos das festividades em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou ataques à presidente Dilma Roussef (PT). Durante toda a missa ele permaneceu com a expressão de apreensão e na coletiva de imprensa ele se esquivou nas respostas aos jornalistas. Já o bispo auxiliar de Aparecida, Dom Darci José Nicioli, pediu mais seriedade política da presidente ao encerrar a principal missa do dia.

“Fala-se que o Brasil está em crise e está mesmo. Crise política, crise econômica financeira. Certamente na base desta crise está uma grande crise moral, uma crise de valores”, criticou Nicioli. Para ele, o País “seria um paraíso” se seguisse o modelo de gestão do Santuário Nacional de Aparecida. Segundo ele, “as doações recebidas no Santuário são revertidas inteiramente para acolher bem”. E emendou que a riqueza do Brasil precisa ser melhor distribuída. “Não falta dinheiro, falta seriedade no uso do dinheiro”, completou.

Alckmin manteve uma linha suave nas críticas ao governo petista. “O que preocupa mais é que o ano passado o Brasil praticamente já não cresceu, esse ano é uma queda de quase 3% do PIB, se o ano que vem ele também não crescer e você ter três anos seguidos de recessão é muito preocupante”, disse Alckmin ao comentar a crise no País. Em sua opinião, “O governo precisa agir rápido, no sentido de melhorar o crédito e reduzir a taxa de juros”.

“Vamos aguardar”, foi a única frase que o governador de SP disse diretamente ao processo de impeachment que tem semana decisiva em Brasília.

Mais conteúdo sobre:
Aparecida Alckmin crise política

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.