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Em aniversário de Tietê, Temer defende união entre os três poderes para dar fim à crise

"Com desarmonia entre os três poderes, há uma grave desobediência à Constituição", declarou o vice-presidente

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Francisco Carlos de Assis,
O Estado de S.Paulo

06 Março 2016 | 15h19

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), esteve neste domingo, 6, em um evento de comemoração dos 174 anos de Tietê, sua cidade natal, no interior de São Paulo. Temer discursou e presenciou a inauguração da Galeria Michel Temer, na Escola Estadual Plínio Rodrigues de Moraes, onde estudou até os 16 anos, mas não respondeu a perguntas de jornalistas.

Temer usou a maior parte de seu discurso para celebrar o aniversário da cidade e apenas por alguns minutos tratou de política. Segundo o vice-presidente, neste momento de crise o PMBD tem rodado o País na Caravana da Unidade e pode perceber que os brasileiros sentem necessidade de ver a presença do Estado.

"A Constituição garante a independência e autonomia dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário", disse Temer, destacando, porém, que o poder de governar tem de ser unitário. "Com desarmonia entre os três poderes, há uma grave desobediência à Constituição", declarou. O vice-presidente afirmou que existe consciência da necessidade de união entre os três poderes, mas comentou que "às vezes é preciso pregar o óbvio".

Temer também mencionou a necessidade de participação da iniciativa privada no processo para acabar com a crise política. "É preciso união da iniciativa privada, do capital com o trabalho, do empregador com os empregados", disse. "Vamos sair da crise unidos - poder Executivo, Legislativo, Judiciário e iniciativa privada."

Durante o evento, o prefeito de Tietê, Manoel David Korn de Carvalho (PSD), tratou Michel Temer como "nosso presidente" e teceu elogios ao vice-presidente. "Temer é um exemplo de temperança e é disso que o Brasil precisa", disse.

O vice-presidente não respondeu a perguntas dos jornalistas sobre os acontecimentos mais recentes envolvendo as investigações da Operação Lava Jato, que na sexta-feira usou condução coercitiva para levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar depoimento.

 

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