1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail
http://topicos.estadao.com.br/operacao-lava-jato

Em acordo com Ministério Público, executivos da SBM aceitam pagar multa de R$ 500 mil

- Atualizado: 25 Janeiro 2016 | 16h 27

CEO e conselheiro fiscal da empresa holandesa foram denunciados por envolvimento com esquema de corrupção na Petrobrás

RIO - Acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento no esquema de corrupção em contratos com a Petrobrás desde 1998, dois executivos da empresa holandesa SBM Offshore, responsável pelo aluguel de embarcações à estatal, fecharam acordo extrajudicial para o pagamento de multa no valor de R$ 500 mil. Os executivos foram denunciados por suposto "favorecimento pessoal" e atuação contra a abertura de processos criminais. O acordo não prevê a admissão de culpa sobre a denúncia, acolhida pela Justiça Federal do Rio na última semana, e ainda será analisado pela 3ª Vara Federal Criminal. 

O documento foi firmado no último dia 22 de janeiro e envolve o CEO da empresa, Bruno Chabas, e um integrante do Conselho Fiscal da SBM, Sietze Hepkema. Cada executivo concordou em pagar uma multa de R$ 250 mil. Segundo comunicado da empresa, as denúncias não têm mérito e o acordo é uma "oportunidade pragmática" para resolver a questão. 

De acordo com a denúncia feita pelo MPF em dezembro, acolhida pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio, os executivos e outras dez pessoas teriam realizado "pagamentos indevidos" de pelo menos US$ 46 milhões desde a década de 90. O grupo promovia desvios de verbas e pagamento de propina em contas na Suíça referente a contratos de afretamento de pelo menos oito plataformas e embarcações de apoio à produção. 

Entre os citados na denúncia estão o ex-gerente executivo da Petrobrás, Pedro José Barusco Filho, os ex-diretores da estatal Renato Duque e Jorge Luiz Zelada, além de um funcionário da estatal e dois representantes comerciais da SBM no País, Julio Faerman e Luis Eduardo Campos.  Ainda segundo o MPF, os executivos da empresa holandesa atuaram para evitar a abertura de processos contra outros envolvidos nos desvios. 

Em comunicado divulgado nesta manhã, assinado pelo conselho de administração da SBM, a empresa enfatizou que o acordo não significa admissão de culpa e considerou as acusações "sem mérito". "A empresa também acredita que aceitar o acordo oferece uma oportunidade pragmática de resolver esta questão logo no início e assim evitar um processo longo e oneroso, permitindo que os administradores se concentrem no negócio". 

O acordo ainda será submetido a apreciação do juiz responsável pelo caso, Vitor Barbosa Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio. Ainda não há uma data para homologação do acordo. A empresa também está em negociação com o MPF sobre um acordo de leniência no caso. 

A empresa já reconheceu ter feito "pagamentos indevidos"  no valor de R$ 132 milhões a executivos e funcionários da Petrobrás referente ao afretamento das embarcações. Pela prática de corrupção em outros dois países além do Brasil, a afretadora de navios já firmou acordo com o ministério público holandês no valor de US$ 240 milhões.

http://topicos.estadao.com.br/operacao-lava-jato
Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em PolíticaX