Em 1937, TCU rejeitou contas de Getúlio por disputas políticas

Durante mais de um século, corte de contas têm sistematicamente aprovado as contas do Poder Executivo

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 22h58

Ao ter as contas do ano passado rejeitadas, Dilma Rousseff entra para a história como a segunda presidente a passar por tal constrangimento nos 125 anos de história do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em 1937, o TCU não aprovou as contas relativas a 1936 apresentadas pelo então presidente Getúlio Vargas. O ministro relator do processo, Thompson Flores, votou pela rejeição e foi acompanhado por seus pares. 

Durante mais de um século, os ministros do TCU, que em parte são indicados pelo governo, têm sistematicamente aprovado as contas do Poder Executivo. 

Na até então única exceção, ao rejeitar as contas de Getúlio Vargas, o TCU quis mostrar seu desagrado com as atitudes politicas do presidente, especialmente a aprovação da Constituição de 1937, conhecida como a Polaca, que quebrou o principio de harmonia e independência entre os três Poderes e submeteu o Legislativo o Judiciário ao Executivo.

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