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Eduardo Campos diz ser impossível atingir metas sem controlar inflação

Elizabeth Lopes e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

02 Maio 2014 | 11h 22

Pré-candidato do PSB falou a empresários reunidos nesta 6ª-feira em encontro em Comandatuba

COMANDATUBA (BA) - O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, criticou, nesta sexta-feira, 2, a condução da economia feita pela gestão de sua adversária neste pleito, a presidente Dilma Rousseff (PT). "Estamos num cenário econômico que não é dos melhores", disse ele a empresários que participam do Fórum de Comandatuba, na Bahia.

Na listagem dos problemas que o País enfrenta na economia, Campos incluiu os juros que estão em alta, a crise de confiança no País que afugenta os investidores, o retorno da alta da inflação e o baixo crescimento. "Sem controle da inflação não será possível atingir nenhuma meta", frisou. Ele alertou ainda que o Brasil não pode ficar condenado a ter uma inflação maior do que o dobro de outros países, como o Chile.

Campos disse que sem controle inflacionário, o Brasil não conseguirá atingir suas metas e defendeu uma "correção de agenda" para consertar desequilíbrios. "Temos de construir um arcabouço confiável, para fazer desta crise uma oportunidade", disse aos empresários. O pessebista também repetiu as intenções de aumentar a sinergia entre as políticas monetária e fiscal e de propor uma reforma tributária fatiada. Em seu discurso, o presidenciável do PSB voltou a defender a autonomia do Banco Central. "Defendo um Banco Central com autonomia para construir um resultado melhor para o País", reiterou.

Nos 22 minutos de discurso, o pré-candidato falou que é preciso melhorar a balança comercial, reduzir a presença do Estado no PIB e resolver os gargalos da área da educação, que no seu entender deve ser a primeira reforma a ser colocada em prática. "Há um apartheid na educação", disse. Campos criticou a gestão do governo com educação e a comparou com a intervenção nas elétricas: "O governo coloca bilhões nas distribuidoras de energia, mas só R$ 12 bilhões no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)".

Ao final, o ex-governador falou que é preciso "abandonar as roupas usadas e fazer a travessia", no que pode ser entendido como uma pregação para mudança de comando no governo federal.