Eduardo Braga deve ser o novo ministro da Previdência

O ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga deve ser o ministro da Previdência Social no governo de Dilma Rousseff. Apesar das restrições do PMDB à pasta, que tem a maior fatia do orçamento vinculada ao pagamento de aposentadorias e pensões, a cúpula do partido decidiu aceitar a oferta e indicar o ex-governador para o cargo. Com Braga na Previdência, o senador Alfredo Nascimento (PR) deve ser reconduzido ao Ministério dos Transportes. Dilma gosta dos dois amazonenses, que são adversários políticos.

AE, Agência Estado

07 Dezembro 2010 | 10h06

O PSB também está fazendo contatos com o futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para definir o seu espaço na Esplanada. Obrigado pelo partido a desistir de sua candidatura à Presidência, o deputado Ciro Gomes (CE) deverá perder seu afilhado político no primeiro escalão. A Secretaria dos Portos pode continuar sob controle do PSB, mas uma ala do partido insiste na nomeação do deputado Márcio França (SP) para o cargo. Hoje, a secretaria é comandada por Pedro Brito, ligado a Ciro.

Além da Secretaria dos Portos, o PSB deverá chefiar outros dois ministérios: o da Integração Nacional e o da Micro e Pequena Empresa, que ainda será criado. Ciro, por sua vez, é lembrado para ocupar a presidência de uma estatal. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é uma das opções para alocar o deputado.

Jobim

Seguindo mais uma "sugestão" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Nelson Jobim deve continuar no comando do Ministério da Defesa a partir do próximo dia 1.º de janeiro, quando Dilma assumir o governo. Ela deve criar uma secretaria só para cuidar da infraestrutura dos aeroportos e da aviação civil. Na tarde de ontem, Jobim confirmou aos membros do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) o projeto da presidente eleita.

A Secretaria Especial de Aviação Civil será ligada à Presidência da República e vai abrigar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A intenção é deixar essa secretaria fora da partilha político-partidária entre a base aliada. A reportagem apurou que a criação da secretaria especial deve ser acompanhada da abertura do capital da Infraero, o que daria mais agilidade à empresa estatal e multiplicaria as fontes de investimentos em aeroportos.

Dilma e Jobim se reuniram ontem por quase três horas, na Granja do Torto. Jobim levou à presidente eleita um dossiê completo sobre as propostas dos fabricantes que querem fornecer à FAB a nova geração de caças - Rafale (França), Gripen (Suécia) e F-18 (EUA). O assunto deve ser discutido, na próxima semana, com o presidente Lula. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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