Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Edinho defende diálogo com a oposição

'A oposição e a situação têm que encontrar aquilo que nos une', afirmou o ministro da Secom em entrevista à TV Alesp

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

20 Outubro 2015 | 19h07

São Paulo - O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, defendeu nesta terça-feira, 20, em duas entrevistas consecutivas concedidas à TV Alesp, da Assembleia Legislativa de São Paulo, a aproximação entre governo e oposição em torno de uma agenda de interesses comuns.

Na primeira entrevista, à deputada Márcia Lia, do PT, Edinho falou ligeiramente sobre a proposta. Depois, em conversa com o presidente da Casa, o tucano Fernando Capez, o ministro voltou a bater na tecla com maior intensidade.

" A oposição e a situação têm que encontrar aquilo que nos une. Tem que ter um diálogo com a oposição, construir pontos de unidade em que a oposição continue exercendo seu direito de criticar, mas precisamos pensar no País", defendeu o ministro. 

As entrevistas à TV Alesp foram o principal ponto da agenda de Edinho nesta terça-feira em São Paulo. O local para as declarações não foi escolhido por acaso. A Alesp é amplamente dominada por tucanos que têm canal direto com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. 

O ministro chegou a fazer afagos públicos ao governador, que tem demonstrado ser contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Temos que em algum momento colocar o interesse nacional acima dos interesses partidários. Acredito que a política é a arte de construir ideias majoritárias que fazem a sociedade se mover. E ideias majoritárias não são coisa de uma tendência política, são uma construção coletiva. Estive quarta-feira com a presidente Dilma em São Carlos (SP) e ali vi o governador Geraldo Alckmin que mesmo sendo de partido diferente estava junto construindo um projeto de interesse da sociedade. É assim que ser a boa política", disse Edinho.

Na entrevista a Capez o ministro defendeu ainda um "redesenho do modelo federativo" com mais atribuições às Assembleias Legislativas, uma "reforma do estado" e do sistema de representação democrática e falou de sua experiência como tesoureiro da campanha de Dilma em 2014.

"Se eu falar para você que era meu sonho de consumo é evidente que não. Ela (Dilma) me chamou quando a investigação (Lava Jato) já estava em andamento e me deu orientação para que blindasse o processo de arrecadação", disse o ministro.

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