1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Economistas fazem críticas durante evento do Plano Real

BEATRIZ BULLA, FERNANDO TRAVAGLINI E ELIZABETH LOPES - Agência Estado

12 Março 2014 | 17h 09

O Brasil é um país de "preços surreais", avalia o economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças. "Todos os preços são extremamente mais elevados do que ocorre em outros países com que comerciamos", disse, durante evento organizado nesta quarta-feira, 12, pelo Instituto FHC para debater os 20 anos do Plano Real. Bacha criticou a carga "excessiva" de impostos no País e sua alta complexidade. "É difícil imaginar algo mais importante no início do primeiro ano do novo governo, no ano que vem, do que dedicar-se à reforma tributária no País", comentou.

Ele afirmou ainda que o Brasil é um participante "mínimo das correntes de comércio internacional". "Todos os países que emergiram da renda média para o desenvolvimento o fizeram através de integração de suas economias com o comércio internacional", destacou o economista. Por esses fatores, a prioridade para o novo governo a partir do segundo ano de mandato deve ser "definir uma programação de integração competitiva da economia no cenário internacional".

O economista André Lara Resende, que também participou do evento, afirmou que o primeiro ponto de uma nova agenda deve ser "voltar ao rumo correto, à boa prática macroeconômica e fazer com que o País escape da armadilha da renda média". Resende afirmou que para aumentar a produtividade do trabalho é preciso investimento em capital fixo e também em educação. "Nós apostamos num ensino superior universitário comercializado." Ele criticou ainda o fato de o Brasil ser um País que "poupa pouco e investe pouco", falando tanto do setor privado como do público, e também o "isolamento comercial" do País.

Por fim, Resende disse ser necessário "rever o Estado brasileiro". "É preciso rever o caráter patrimonialista", disse ele, defendendo ainda um "radical e sério" direcionamento no sentido da "redução rápida das desigualdades de oportunidades".

Já o economista Pérsio Arida disse que a estabilidade financeira, iniciada justamente com a adoção do real, não está inteiramente completa. Segundo ele, as taxas de juros ainda são muito elevadas. Segundo Arida, é preciso colocar em práticas reformas profundas, pois, para ele, "reformas tópicas" perdem força com o tempo. "Precisamos de uma agenda liberal", disse, ressaltando que não se trata de adotar políticas neoliberais.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo