1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Economia dos EUA tem recuperação lenta, diz Dilma

RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado

21 Maio 2014 | 23h 49

Em um longo discurso de 50 minutos na abertura do 86° Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), a presidente Dilma Rousseff fez questão de defender a política econômica do governo, destacou que a inflação sempre ficou no intervalo da meta durante a sua gestão e afirmou torcer pela recuperação da economia norte-americana. Dilma também clamou que, ao se analisar o cenário nacional, não se prevalece a visão do copo "meio vazio", dizendo que "não é possível nos impregnar de pessimismo".

"Houve uma baita recessão no mundo inteiro. Todos achamos que os EUA estão em franca recuperação, qualquer um de nós jura isso. Sabe a taxa de crescimento da economia americana no último trimestre? Eles anualizam, dá 0,1%. Eu não estou dizendo que a economia americana não vai se recuperar, até porque é pelo que mais torço. A economia americana não tem recuperação numa curva inclinada e crescente, tem recuperação mais lenta do que se imaginava", observou Dilma.

"Não há situação no mundo que não nos afete, mas nós sabemos que somos afetados e temos de tomar medidas para diminuir que isso nos atinja de forma a comprometer aquilo que é mais importante, as nossas conquistas", prosseguiu a presidente.

Dilma observou que o dólar tem sofrido uma desvalorização frente ao real e ressaltou que a inflação, durante a sua gestão, sempre ficou no intervalo da meta.

"Se você comparar todas as taxas de inflação dos períodos que me antecederam, incluindo o governo do presidente Lula, nós temos menor taxa média de todos os períodos", disse. "Nossa inflação sempre ficou no intervalo da meta."

A presidente, no entanto, admitiu que a economia brasileira enfrentou dois grandes choques de alimentos, provocados pela seca. "É importante que não prevaleça a visão do copo meio vazio, que se veja todas as conquistas deste País, elas serão a base da próxima retomada, do próximo crescimento", afirmou Dilma.

"Nunca a participação do custeio em relação ao PIB foi tão baixa. Temos de perceber que o Brasil tem hoje potencial que preservou, não é artificial a situação do emprego no País. Superamos a pior fase da crise sem desempregar, sem reduzir renda. Não é possível nos impregnar de pessimismo", concluiu a presidente.