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É 'impossível' retirar água do Paraíba do Sul, diz Pezão

Thaise Constancio - Agência Estado

04 Abril 2014 | 15h 45

Quase 15 milhões de pessoas no Estado fluminense e em cidades do Vale do Paraíba, em São Paulo são abastecidas pelo rio

O novo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), empossado na manhã desta sexta-feira, 04, falou sobre a principal divergência entre o Estado e São Paulo: a transposição das águas do rio Paraíba do Sul, proposta pelo governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) como alternativa para períodos de seca no sistema Cantareira.

Após a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Pezão disse que o tema será analisado por técnicos do Rio, de São Paulo e da Agência Nacional de Águas (ANA), por se tratar "de um rio nacional". Ele também afirmou que não medirá esforços para que a atual destinação das águas seja mantida.

"Hoje é impossível retirar água do Paraíba do Sul. Não vejo qualquer outra destinação (para as águas) a não ser a que já é feita pelos Estados do Rio e de Minas Gerais. Não vou medir esforços para que continue assim".

O rio Paraíba do Sul nasce em São Paulo e passa pelo Rio e por Minas Gerais. Quase 15 milhões de pessoas no Estado fluminense e em cidades do Vale do Paraíba, em São Paulo são abastecidas pelo rio.

Na ocasião, Pezão também disse que pedirá para presidente Dilma Rousseff (PT) R$ 6 bilhões em empréstimos, metade para a linha 4 do metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) e outra metade para a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), para investimento na expansão da rede de distribuição de água.

O governador defendeu a rediscussão dos juros das dívidas de Estados e municípios com a União, embora tenha dúvida se este é o melhor momento. "Rever o indexador da dívida é importante para o Brasil. A maior extorsão com Estados e municípios são os juros cobrados para a dívida", afirmou.

Sobre a ocupação pelas Forças Armadas do Complexo ds Maré, amanhã, Pezão disse ter "certeza" que a Garantia de Lei e da Ordem (GLO), que autoriza a ação federal, será estendida além do dia 31 de julho, se for feito um pedido à presidente. O governador afirmou que a ocupação "não é para a Copa, é para libertar a população".

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