BRUNO ROCHA/FOTOARENA
BRUNO ROCHA/FOTOARENA

Doria tenta cumprir promessas até abril

Prefeito intensifica inaugurações de obras e programa de concessões antes de disputar a sucessão no Estado caso seja indicado pelo PSDB

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2018 | 00h28

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), iniciou contagem regressiva até o dia 7 de abril para colocar o maior número possível de projetos em prática antes de deixar o cargo para a disputa do governo do Estado, caso seja ele o candidato do partido. Doria intensificou o cronograma de inaugurações de obras e lançamentos de programas prometidos em campanha.

Nos próximos dias, o plano é anunciar a concessão do Parque do Ibirapuera e do Estádio do Pacaembu, além da retomada da Operação Delegada em um aceno a Gilberto Kassab, criador da iniciativa e possível vice na chapa com o PSD.

Lançada por Kassab em 2009, a Operação Delegada permite que o município pague diárias a policiais militares em folga para fiscalização de ambulantes. O programa, apesar de ser focado na zeladoria urbana – com aperto ao comércio irregular –, ajuda na sensação de segurança e na queda dos índices de criminalidade, segundo a PM.

Com o tema no foco do debate político, Doria quer deixar a imagem de que trata a segurança pública como prioridade e apoia projetos municipais de colaboração, já que a área é de competência do Estado.

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Desde o fim do carnaval, o prefeito já lançou chamamento público para modernização da rede semafórica, editais para instalar banheiros públicos nas ruas e conceder o mercado municipal de Santo Amaro à iniciativa privada, projeto urbanístico para o complexo de Interlagos, na ‘versão privatizada’, e inaugurou uma creche na zona leste.

Outras medidas polêmicas também vão compor o discurso do tucano daqui até o início de abril, como a concessão do Parque do Ibirapuera e do Estádio do Pacaembu. A primeira será anunciada na terça-feira, quando Doria vai lançar o edital da principal área verde da cidade acompanhada de outras cinco, que formarão uma espécie de “combo” a ser oferecido ao mercado. Quem quiser ficar com a gestão do Ibirapuera vai ter de assumir os demais parques, todos na periferia.

A agenda repleta de anúncios faz parte da estratégia de ‘mostrar serviço’ ao eleitor paulistano que, pela segunda vez, pode perder seu prefeito para uma eleição estadual – o atual senador José Serra, também tucano, renunciou ao cargo em 2006 para disputar, e vencer, o governo. O ritmo acelerado, no entanto, não permitirá a conclusão de nenhum projeto de desestatização, principal discurso da campanha, no próximo mês. /COLABOROU MARCO ANTÔNIO CARVALHO

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