1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Doria responde Matarazzo: 'Não é com mimimi que se faz democracia'

- Atualizado: 18 Março 2016 | 15h 43

Em entrevista na qual anunciou sua desfiliação do PSDB, o vereador chamou o empresário de 'piada pronta' e disse que ele trata a militância tucana como um 'senhor feudal'

O empresário João Doria, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo,  classificou como "mimimi" as críticas sobre ele feitas nesta sexta-feira, 18, pelo vererador Andrea Matarazzo, que desistiu de disputar as prévias partidárias e se desfiliou da legenda. "Não é como mimimi que se faz democracia. O Andrea não é dono do PSDB", afirmou Doria em entrevista à Rádio Estadão.

Em entrevista concedida na manhã desta sexta, Matarazzo chamou Doria de "piada pronta" e disse que ele trata a militância tucana como um "senhor feudal".

O empresário e pré-candidato do PSDB para a Prefeitura de São Paulo, João Doria Jr.
O empresário e pré-candidato do PSDB para a Prefeitura de São Paulo, João Doria Jr.

Segundo Doria, que é apoiado pelo governador Geraldo Alckmin, o vereador "não teve coragem" de disputar o segundo turno das prévias, que ocorrerão no próximo domingo, 20.

O empresário revelou, ainda, que fechou no apoio do DEM, PPS e SDD para disputar a Prefeitura. "Essa é a primeira prévia para valer. Na outra, Serra foi colocado no último momento. Foi uma prévia light", diz o empresário.  "Provavelmente ele deve ir para outro partido", concluiu Doria sobre Matarazzo.

O vereador anunciou sua desfiliação do PSDB, partido do qual era filiado desde 1993, na manhã desta sexta. O agora ex-tucano disputava as prévias da legenda que definirão o nome do candidato da sigla na disputa pela Prefeitura da capital paulista. A decisão foi tomada depois que o diretório estadual do PSDB reverteu, nessa quinta, 17, o adiamento do segundo turno das prévias. A votação que acontecerá neste domingo terá apenas um candidato, o empresário João Doria Jr.

PSD. O vereador deixou aberta a possibilidade de se filiar ao PSD, partido que é comandado pelo seu amigo e aliado Gilberto Kassab, ministro das Cidades. "Não me resta outra alternativa senão me desfiliar do PSDB. Essa foi uma decisão solitária minha" disse Matarazzo.

Quando indagado sobre a possibilidade de migrar para o PSD, partido que sinalizou apoio a uma eventual candidatura sua, Matarazzo foi evasivo. "Cada dia a sua agonia." Na entrevista, Matarazzo acusou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de ter utilizado a máquina pública para promover a pré-candidatura de João Doria. Segundo Matarazzo, o uso da máquina ocorreu por meio da pressão política exercida pelos secretários da administração estadual. "Não tem porque eu legitimar uma fraude."

Matarazzo também fez duras críticas a João Doria. "O outro candidato trata nossa militância como senhor feudal. Ele é uma piada pronta."

Nas últimas eleições municipais, Matarazzo recebeu 137 mil votos e foi o vereador mais votado do PSDB em todo o País. "A ala liderada pelo governador Geraldo Alckmin não me deixou outra alternativa." O parlamentar, que era líder do PSDB na Câmara, questionou o futuro político de Alckmin. "O governador vai ficar no partido depois dessa cizânia? Não sei."

A desfiliação de Matarazzo ocorreu por meio de uma carta protocolada no partido e endereçada ao presidente do diretório municipal, vereador Mario Covas Neto. Em um texto de três páginas, ele afirma que o processo de prévias foi "completamente contaminado pelo arranjo do pré-candidato João Doria". Ainda segundo a carta, houve "flagrante uso da máquina estatal" para auxiliar o empresário. "Mais grave, antecipando a campanha presidencial de 2018, com o cabo eleitoral passando ao largo dos interesses locais." Em outro trecho, o vereador afirma que "estão todos em risco". O texto se encerra com exaltação à história do PSDB. "O PSDB ainda é um partido formado por uma parcela de pessoas dignas, militantes dedicados e batalhadores, mas que foram atropelados por essa forma arcaica, atrasada de se fazer política."

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em PolíticaX