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Campanha de Matarazzo tem João Doria como alvo

Participantes de evento das prévias do PSDB provocam candidato do governador Alckmin nas prévias do partido em SP

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Ana Fernandes e Pedro Venceslau,
O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2016 | 00h48

No evento de encerramento da pré-campanha do vereador Andrea Matarazzo nas prévias do PSDB que definirão o candidato do partido na capital, o empresário João Doria, que é apoiado pelo governador Geraldo Alckmin, foi o principal alvo dos discursos. "Aqui só tem militante, não tem claque, não tem show business", disse no palco o ex-governador Alberto Goldman. A plateia respondeu com o refrão: "eu vim de graça". Adversários de João Doria o acusam de pagar apoio de militantes em atos da sua pré-campanha, o que ele nega.

A frase também foi uma indireta ao empresário, que apresenta um programa chamado Show Business na TV Bandeirantes. Matarazzo tem apoio dos principais nomes do partido no Estado, como do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, senadores Jose Serra e Aloysio Nunes e do ex-ministro José Gregori.

"O partido tem agora uma oportunidade ímpar. Não se trata de eleger governador ou presidente da República, mas de pensar nos 12 milhões de habitantes da cidade. Temos a responsabilidade de apresentar o melhor candidato", afirmou Goldman, em outra indireta. Dessa vez ele se referia ao ao fato de Alckmin ter sido “lançado” candidato em, presidente no sábado no evento de encerramento da pré-campanha de Doria.

A vereadora tucana Patricia Bezerra, por sua vez, provocou Doria pela polêmica de sua participação ou não nas Diretas Já. José Aníbal, que apoia o terceiro pré-candidato tucano, Ricardo Tripoli, disse que Doria não esteve nos eventos das Diretas e que tentava falsificar a história. "Não precisamos revirar álbum de fotografia pra te achar em algum ato do PSDB", disse Patrícia a Matarazzo no palco.

O senador José Serra, que em ocasião anterior ironizou Doria, dizendo nem saber que ele integrava as filas da legenda, hoje evitou polêmicas com adversários internos. Discursou que Matarazzo é o mais preparado para disputar a eleição e o homem que "vai dar certo" na Prefeitura. O senador centrou as críticas à gestão petista de Fernando Haddad, citando a "explosão" de dengue na cidade.

Aloysio Nunes foi na mesma linha, dizendo que o partido deve se unir. Ele argumentou que não se deve "fracionar o partido" pois isso enfraquece a legenda e deu recado ao secretário da Casa Civil de Alckmin. Colocar as eleições presidenciais em questão agora, como disse o Edson Aparecido, é fracionar o partido."

Em evento de Doria, no sábado, Alckmin foi citado várias vezes como nome do partido em 2018. "Temos que ser unitários, combater o espírito de facção e baixarmos unidos para a eleição após a escolha do dia 28 (data do 1.º turno das prévias)", afirmou direcionando o discurso contra o PT.

Apesar da fala de unidade, Aloysio disse que seria um "desperdício" não apresentar um candidato com um currículo de Matarazzo, que tem perfil contrário à administração "autoritária e experimentalista de Haddad". Sem citar Doria ou Tripoli, o senador disse que Matarazzo tem tradição no partido e que foi um dos fundadores do PSDB. "Andrea Matarazzo é PSDB, é tucano na prefeitura." Segundo a organização do evento, há mais de 800 pessoas presentes no evento de apoio à Matarazzo.

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