Carol Goes/Social QI
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Doria diz que Alckmin tem o direito de ser candidato, mas quem decidirá isso é o povo

Postulante velado à Presidência, o prefeito de São Paulo reage à declaração do governador sobre intenção de disputar 2018

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2017 | 13h41

PARIS - Um dia após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defender enfaticamente a intenção de concorrer à Presidência da República, o prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 1, que seu padrinho político – e adversário velado na disputa interna tucana pela candidatura ao Planalto – tem todo o direito de anunciar a sua intenção, mas que o povo é quem vai decidir quem será o melhor candidato.

Quando questionado se a declaração do governador, que disse na quinta-feira, 31, em uma agenda pública, que pretende ser "o candidato do povo brasileiro", o prefeito respondeu: "Geraldo tem todo direito de anunciar que vai disputar a Presidência da República, mas os tempos caminham. Aprendi com Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso que a melhor decisão referente à candidatura vem do povo".

Doria e Alckmin usam o “povo” como arma para conquistar a vaga. Enquanto o governador paulista afirma querer ser o candidato do “povo brasileiro”, com a intenção de não ter sua imagem vinculada à elite política tradicional, Doria vê nas pesquisas eleitorais a saída para viabilizar sua caminhada ao Planalto.

Evento. No começo de seu discurso no primeiro evento em Paris, Doria foi interrompido por uma manifestante brasileira que ergueu um cartaz escrito "Fora Temer" e gritou em francês palavras de ordem "contra o golpe de Estado no Brasil". Nos arredores do local onde ocorre fórum, um pequeno grupo de brasileiros  distribuiu um panfleto em francês chamando o tucano de "higienista" e criticando a ação da Prefeitura na Cracolandia. 

Durante coletiva de imprensa, duas brasileiras questionaram o prefeito como se fossem jornalistas. Doria chegou a discutir com as duas: "A senhora precisa estar melhor informada", respondeu o tucano. 

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