PEDRO VENCESLAU/ESTADÃO
PEDRO VENCESLAU/ESTADÃO

Doria acelera

Ele não estaria queimando a largada? A resposta dos estrategistas é que não: essa largada, dizem, é nacional

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 05h00

A pesquisa Datafolha que apontou queda da popularidade de João Doria Jr. e rejeição da maioria da população de São Paulo a seu projeto presidencial não mudou os planos no QG do prefeito. O único dos recados que ecoou foi o de que é preciso acelerar, para usar o verbo preferido de Doria, as entregas do governo.

Afinal, se o figurino com que Doria quer se apresentar para fora de São Paulo é o do gestor moderno e atuante, ele precisa de uma administração que tenha o que mostrar.

Os secretários estão sendo cobrados a “apertar os parafusos”. O programa de recapeamento de ruas anunciado ontem, embora já estivesse no horizonte, foi incrementado em R$ 140 milhões depois da pesquisa.

A ênfase será mesmo na zeladoria, a parte mais visível – para o bem e para o mal – do governo.

Quanto à movimentação política, a ordem, ao contrário do que a leitura da pesquisa sugeriria, é também acelerar. Doria manterá as viagens (tem idas ao Maranhão e a Goiás já agendadas, por exemplo).

Aliados seus avaliam que é “natural” que quem acabou de elegê-lo prefeito reaja mal à ideia de que ele saia do cargo, mas vote nele quando a candidatura se concretizar. A queda de popularidade estava “contratada”, dizem, e atribuem o fato em muito à fama de “destruidora de reputações” da Prefeitura da capital.

Ele não estaria queimando a largada? A resposta dos estrategistas é que não: essa largada, dizem, é nacional. E, para ser conhecido no Brasil, o custo de algum desgaste local era previsto.

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TUCANOCÍDIO 2

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