Polícia Federal
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Gustavo Ferraz é exonerado de cargo na prefeitura de Salvador

Ele era diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, e, segundo a PF, era uma espécie de 'operador' de Geddel; os dois foram levados para Brasília nesta manhã, onde ficaram presos na Papuda

Cleusa Duarte - Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2017 | 11h01

SALVADOR - Logo depois de ter prisão de Gustavo Ferraz decretada pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira, 8 de setembro, a prefeitura de Salvador decidiu exonerá-lo do cargo de diretor-geral da Defesa Civil (Codesal).

A PF encontrou, na última terça-feira, 5, um apartamento no bairro Graça, em Salvador, com malas e caixas com dinheiro, que somavam R$ 51 milhões. Segundo as investigações, o dinheiro pertencia a Geddel e Ferraz o auxiliava a escondê-lo. Na quinta-feira, foram encontradas digitais do ex-ministro de Lula e Temer e de Gustavo Ferraz no apartamento.

Na decisão do magistrado da 10ª Vara Federal de Brasília, o magistrado aponta indícios de que os "valores vultosos estavam sendo mantidos escondidos no supracitado apartamento por Geddel Quadros Vieira Lima, com o auxílio direto de Gustavo Pedreira do Couto Ferraz". Ferraz é apontado pela PF como "pessoa ligada a Geddel Quadros Vieira Lima".

"A Prefeitura de Salvador não compactua com nenhum ato ilícito e qualquer servidor municipal envolvido em questões dessa natureza terá que responder na Justiça", disse a nota.

Geddel e Ferraz foram presos na manhã desta sexta-feira, em Salvador, e levados para Brasília, onde ficaram detidos na Papuda.

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