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Dois escolhidos pelo PMDB para compor CPMI se opõem ao governo

Ricardo Della Coletta - Agência Estado

07 Maio 2014 | 17h 25

Eduardo Cunha (RJ) liderou o 'blocão' e Lúcio Vieira Lima (BA) é irmão de Geddel, que pediu publicamente para ser exonerado da Caixa para concorrer contra o PT na Bahia

Brasília - O PMDB definiu na tarde desta quarta-feira, 7, três dos quatro nomes que apresentará para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigará as denúncias de irregularidades na Petrobrás. Dois dos escolhidos têm histórico de atritos com o governo.

Além do líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que será titular na CPMI, a legenda designou em reunião os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Sandro Mabel (PMDB-GO) também como integrantes. Cunha ainda não decidiu qual dos dois também será titular, tampouco o quarto nome.

Líder do PMDB na Câmara, Cunha foi o comandante de uma rebelião aberta contra o Palácio do Planalto no início de 2014 e chegou a impor duras derrotas à administração federal em plenário. Já Lúcio Vieira Lima é irmão do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Geddel Vieira Lima, rompido com a gestão do PT e que deve uma vaga no Senado na chapa adversária à petista do governador Jaques Wagner (PT).

De acordo com Cunha, 16 peemedebistas pediram para fazer parte do grupo. A justificativa para a escolha do deputado do PMDB da Bahia para compor a CPMI é que ele já faz parte de uma comissão externa que investiga acusações de irregularidades na estatal. Já Mabel não deve disputar um cargo eletivo e, portanto, teria mais tempo para se dedicar ao trabalho na CPMI.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), agendou para esta quarta a sessão do Legislativo na qual pedirá que os líderes das agremiações indiquem os integrantes para a CPMI. Pelas regras de proporcionalidade, o PMDB da Câmara terá direito a dois postos titulares no colegiado e dois suplentes. O líder do PMDB previu que a CPMI deve ser oficialmente instalada em cerca de duas semanas.