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Do plenário, Renan se compara a Sócrates

Rosa Costa e Cida Fontes, Brasília - O Estadao de S.Paulo

31 Dezembro 1969 | 21h 00

Em sua terceira defesa em uma semana, ele elogia adversários e ataca mídia

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comparou-se ontem ao filósofo grego Sócrates, que em 399 antes de Cristo foi condenado a se envenenar tomando cicuta, acusado de não venerar os deuses gregos e de corromper jovens com a sua pregação filosófica. Renan afirmou em plenário que não reviverá o processo de Sócrates, "condenado por um tribunal político, que julgou em nome de ressentimentos e por motivos distanciados da verdade". Foi a terceira vez, em uma semana, que o parlamentar se defendeu fora da cadeira de presidente da Casa. Após duas falas da tribuna, na semana passada, ontem ele ficou mais próximo dos colegas e discursou do plenário. Pesam contra ele três denúncias: a de ter despesas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior, Cláudio Gontijo; a de ter favorecido a Schincariol, depois de a empresa ter pago R$ 27 milhões pela fábrica de refrigerante de seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), que estava prestes a fechar, e a de ter sido sócio de um jornal e manter duas emissoras de rádio em nome de laranjas. Um dos relatores do primeiro processo, Renato Casagrande (PSB-ES), diz que os discursos não influenciarão o resultado da investigação. "A estratégia de se defender em plenário é normal, mas não altera o mérito das apurações", alegou. AUSÊNCIA Já os aliados tentam convencê-lo a se manter fora do País por pelo menos 15 dias. Eles acreditam que a transferência do comando do Senado para o vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), removerá a obstrução que pode impedir a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Seus assessores negam a estratégia. "Agora que a fragilidade das acusações começa a ficar evidente, buscam fomentar a cizânia, criar mexericos, indispor-me com outros senadores", alegou Renan. De quebra, ainda elogiou o líder do DEM, José Agripino (RN), e Jefferson Péres (PDT-AM) - dois defensores de seu afastamento do cargo. Sobre as denúncias, o senador reiterou tratarem-se de "interesses políticos mesquinhos, paroquiais, embalados pelo ressentimento e pelo rancor". Ele voltou a acusar o Grupo Abril de publicar reportagens contra ele "para manter incógnita uma bilionária transação contrária ao interesse nacional" - referência à venda da TVA.

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