Divergências emperram reforma política, diz líder do PR

Reunião para discutir votação volta a debate nesta quarta-feira, na Câmara

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h54

A reunião de líderes partidários com o presidente Arlindo Chinaglia para discutir um acordo para votar a reforma política começou nesta quarta-feira, por volta das 11h30. A principal divergência entre os partidos é a proposta de adoção do sistema de lista partidária fechada, pelo qual o eleitor vota no partido e não no candidato. Nesta quarta, o líder do PR, deputado Luciano Castro (RR), disse que o consenso para a votação da reforma política ainda está longe de ser alcançado. Castro afirma ser contrário à proposta de lista flexível por considerá-la confusa e incompatível com o financiamento exclusivamente público de campanha - outras das propostas do projeto da reforma política. "O mandato será do candidato ou do partido?", questiona o parlamentar. Diante do impasse, ele considera difícil retomar a discussão e a votação da proposta nesta semana. Castro informou, no entanto, que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, não vai retirar a proposta de pauta. Mais pontos polêmicos Além da lista, o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. Com o financiamento, as campanhas eleitorais seriam financiadas exclusivamente com dinheiro público. Ficam proibidas doações de pessoas físicas e empresas. Em ano eleitoral, créditos adicionais para financiar campanhas serão incluídos na Lei Orçamentária com valores equivalente ao número de eleitores do País. Já o objetivo é evitar o troca-troca partidário. O mandato pertence ao partido, e não ao candidato. Portanto, uma vez eleito, deve permanecer na legenda. Outra mudança é que, para se candidatar, o político deve estar filiado ao mesmo partido há no mínimo três anos. Também pretende-se incluir na proposta a perda de mandato para o parlamentar que trocar de sigla após a eleição. (Com Agência Câmara)

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