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Ditadura não acabou e Câmara errou, diz Erundina

Autora do primeiro requerimento para realizar uma sessão de 50 anos do golpe militar de 1964, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) criticou o comando da Câmara pela forma como os trabalhos foram conduzidos. Ela afirmou que, ao se propor igualdade de tempo entre ela e Jair Bolsonaro (PP-RJ), a Casa estava legitimando uma defesa da ditadura. Por isso, diz, apoiou a manifestação que acabou com o encerramento da sessão antes de o parlamentar favorável à ditadura discursar.

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EDUARDO BRESCIANI,
Agência Estado

01 Abril 2014 | 13h08

"O golpe continua com os desrespeitos aos direitos humanos. Não acabou a ditadura. A lei de anistia é um absurdo jurídico, anistia algozes e vítimas. E a Câmara errou aqui. Não há neutralidade numa questão dessa", disse a deputada.

Bolsonaro afirmou que sua fala foi impedida porque os adversários não queriam ouvir "verdades" sobre o período militar. O deputado diz que faria ataques ao PT, à presidente Dilma Rousseff e ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso no processo do mensalão. "Ia torturá-los com muitas verdades", ironizou o deputado.

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