IARA MORSELLI/Estadão
IARA MORSELLI/Estadão

Disputa estadual de 2018 causa crise no PSDB paulista

Prefeito de São Bernardo do Campo critica entrada de Luis Felipe D'Ávila como candidato

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 09h12

Correções: 19/09/2017 | 09h40

SÃO PAULO - A disputa pela vaga do candidato do PSDB ao governo paulista abriu mais uma crise no partido. Após o cientista político Luis Felipe D'ávila se apresentar oficialmente como pré-candidato, na segunda-feira, 18, foi a vez do do secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo, Floriano Pesaro, apresentar seu nome durante uma plenária do diretório. No sábado, 16, o vice-governador Márcio França foi lançado candidato a governador nas eleições de 2018 durante um congresso do PSB, com a presença do prefeito João Doria e ausência do governador Geraldo Alckmin.

Presente no encontro de segunda, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, pediu a palavra e fez uma dura intervenção criticando a antecipação do processo eleitoral. Morando, que também é considerado uma opção da disputa estadual, reclamou do que chamou de falta de critério na escolha dos candidatos que vão disputar as prévias. "O critério para ser candidato é ser genro do Abílio Diniz?", questionou Morando. 

D'Ávila é  casado com a filha do empresário Abílio Diniz. "Estão avacalhando o PSDB. Qualquer um pode ser candidato? É preciso ter um critério para se inscrever como candidato a governador. O certo é esperar as convenções para abrir esse debate", disse o prefeito de São Bernardo do Campo, segundo relatos de participantes ao Estado

Morando ressaltou, porém, que não estava questionando o nome de Floriano Pesaro, e sim a metodologia, e pediu ao presidente da sigla no Estado, deputado Pedro Tobias, para suspender as pré-candidaturas e formar uma comissão para avaliar os nomes. O pedido, porém, não foi aceito pelo parlamentar. Além de D'Ávila e Pesaro, também são apontados como potenciais candidatos do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes o senador José Serra, o ex-senador José Aníbal, o secretário da Saúde David Uip e o próprio Morando, que por ora nega ter a intenção.

Segundo o vice-presidente da sigla no Estado, Cesar Gontijo, Uip já informou sua intenção de disputar o governo e se apresentará formalmente na próxima reunião da executiva na semana que vem. 

Morando lidera um grupo de prefeitos do PSDB para impedir uma eventual aproximação dos tucanos com o vice-governador do PSB para a disputa estadual de 2018. Por isso, ele decidiu lançar a candidatura de Tobias à reeleição na legenda. Esse grupo teme que a nova direção da sigla, que será escolhida em novembro, aceite a tese de apoiar o PSB em troca de apoio à candidatura presidencial de Alckmin.

Procurado, D'Ávila não quis comentar as declarações.

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19/09/2017 | 09h40

Anteriormente, a reportagem dizia que o presidente da sigla no Estado, deputado Pedro Tobias, havia decidido suspender as pré-candidaturas e formar uma comissão para avaliar os nomes. O pedido, feito por Morando, porém, não foi aceito pelo parlamentar. 

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