Diretor do Senado investiga documentos de Renan em AL

Granado checará a autenticidade da prestação de contas apresentada pelo senador

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h51

O diretor da Secretaria de Controle Interno do Senado, Shalom Granado, está em Maceió, onde iniciou na manhã desta segunda-feira, 18, a examinar as atividades agropecuárias do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em entrevista à imprensa, Granado se limitou a dizer que "o que tiver de aparecer, vai aparecer, naturalmente". O primeiro compromisso de Granado na cidade foi com o subsecretário estadual da Fazenda, Maurício Toledo, na sede da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O diretor do Senado quis saber se as empresas que emitiram notas fiscais de venda de bois do senador Renan Calheiros são cadastradas na Sefaz. Ainda pela manhã, Granado se dirigiu para a Secretaria Estadual de Agricultura, onde foi colher informações sobre as atividades agropecuárias de Renan, que é dono da fazenda Tapado e de pelos menos mais duas propriedades na região de Murici, onde o senador tem fazendas, no interior de Alagoas. Na Secretaria de Agricultura, o diretor do Senado pediu cópias das guias de trânsito animal (GPA), que indicam a espécie, a procedência e o destino do gado, incluindo o local do abate. No local, Granado foi informado que só poderia ter acesso às GPAs na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), que fica em outro prédio. No final da manhã, o diretor do Senado chegou na sede da Adeal. Na saída do órgão, Granato disse que só falaria à imprensa após concluído o trabalho, possivelmente no final da tarde. Ele não quis comentar o fato de ter que investigar o presidente do Senado, sendo um dos diretores da Casa. Peritos Além de Granato, encontra-se em Alagoas um grupo de peritos da Polícia Federal de Brasília. Os peritos investigam a prestação de contas de Renan, sobre suas atividades agropecuárias, que teriam rendido ao senador uma renda extra de R$ 1,9 milhões, nos últimos quatro anos. Segundo Renan, esse rendimento seria a base da pensão paga à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos. Os peritos desembarcaram na cidade no último domingo. Segundo uma fonte na PF, o trabalho dos peritos é sigiloso, e nem mesmo o superintendente do órgão em Alagoas, Bergson Toledo, está tendo acesso às investigações.

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