Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Dilma vai sobrevoar áreas afetadas pelas chuvas no Sul

Presidente planeja se reunir com governantes e representantes da defesa civil para atenuar situação de emergência

Gabriela Lara, O Estado de S. paulo

24 Outubro 2015 | 09h34

Em meio à crise política em Brasília e à pressão pelo anúncio da nova meta fiscal para este ano, a presidente Dilma Rousseff dá uma pausa nas reuniões de articulação para visitar neste sábado o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, dois Estados que vêm sendo fortemente castigados pelas chuvas. Ela vai ver de perto os estragos causados pelas tempestades recentes, conversar com governantes e prestar solidariedade às famílias.

A viagem de Dilma já estava prevista desde quinta-feira, mas o Palácio do Planalto só confirmou oficialmente o deslocamento no final da noite de sexta (23), quando publicou a agenda da presidente. O primeiro compromisso está previsto para as 10h30 na Base Aérea de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, onde está haverá um encontro com a participação de representantes da Defesa Civil, o governador José Ivo Sartori (PMDB), o prefeito da capital gaúcha, José Fortunati (PDT), e outras autoridades regionais.

Existe a expectativa de que ela possa anunciar verbas federais para os municípios atingidos - o Ministério da Integração Nacional já reconheceu situação de emergência para 66 cidades gaúchas após o início das chuvas. Na sequência, a presidente sobrevoa as regiões afetadas na companhia do governador.

Como a partida de Canoas para Florianópolis está estimada somente para as 15h30, é possível que a presidente almoce com a filha e o neto na zona sul de Porto Alegre, onde eles moram.

Santa Catarina. De acordo com informações do Planalto, Dilma chegará a Florianópolis e irá sobrevoar as áreas catarinenses prejudicadas pelos temporais ao lado do governador Raimundo Colombo (PSD). Às 16h50, terá reunião de coordenação com as autoridades, na Câmara de Vereadores de Rio do Sul. Dilma retorna a Brasília no final da tarde.

Nesta sexta-feira, a presidente esteve em Palmas, no Tocantins, onde se encontrou com empresários do setor ruralista da região conhecida como Matopiba e participou da abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.

Números. Conforme a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 132 municípios gaúchos foram atingidos pelos eventos climáticos deste mês. No Estado, 177.366 pessoas sofreram alguma consequência das chuvas e 7.761 estão fora de suas casas, seja alojadas em abrigos ou dependendo da ajuda de familiares e amigos.

Embora os gaúchos tenha tido uma trégua nesta sexta-feira, com o sol predominando em praticamente todo o Estado, a Defesa Civil se mantém em alerta, pois os níveis dos rios continuam subindo. Uma das maiores preocupações é com o Guaíba, que banha Porto Alegre e cidades próximas e está batendo marcas históricas. No último sábado, por exemplo, atingiu 2,94m, o volume mais alto desde 1941.

Em Santa Catarina, 97 municípios e quase 30 mil pessoas foram afetadas pelos temporais, de acordo com os dados da Defesa Civil catarinense. O último boletim indica 6.913 casas danificadas ou destruídas pelo excesso de precipitações. No Estado, também há rios com o volume acima do nível de alerta e risco de deslizamento em algumas regiões.

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