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Dilma vai ser eleita no primeiro turno, diz Maluf ao anunciar apoio a Padilha

Ana Fernandes e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo - texto atualizado às 14h20

30 Maio 2014 | 11h 29

Presidente do PP participou, nesta manhã, de ato de apoio ao candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, repetindo posição tomada em 2012, quando o partido apoiou a candidatura do prefeito Fernando Haddad (PT)

SÃO PAULO - O deputado federal Paulo Maluf, presidente do PP em São Paulo, disse nesta sexta-feira, 30, em seu discurso, no ato de apoio ao candidato do PT ao governo do Estado, Alexandre Padilha, estar certo de que a presidente Dilma Rousseff vencerá a eleição no primeiro turno. "Podem escrever e me cobrar, ela ganha no primeiro turno", disse. Maluf argumentou que eleição se ganha com "imagem e com mensagem" e que Dilma tem os dois, ressaltando os quase 14 minutos (são 12 minutos) que a presidente terá de TV, ante os cerca de 4 minutos do adversário tucano Aécio Neves e os 2 minutos de Eduardo Campos (PSB).

Maluf repetiu confiança semelhante no prefeito petista Fernando Haddad, a quem apoiou nas últimas eleições municipais. "Haddad vai sair glorificado e será reeleito prefeito", disse. O deputado ressaltou que é próximo de José Serra (PSDB), que disputou a prefeitura com Haddad. "(Àquela época), eu disse: 'Serra, não posso te apoiar porque você não quer ser prefeito de São Paulo'", disse Maluf, argumentando que Serra já havia usado a Prefeitura como trampolim para disputar o governo do Estado.

Na chegada ao evento, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado foi questionado sobre a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para repetir a foto da campanha de 2012, quando o ex-presidente posou ao lado do deputado e de Fernando Haddad na campanha à Prefeitura de São Paulo: "Se quiser vou com vocês até o Instituto Lula para fazer a foto". Assim que Padilha chegou ao evento, eles ergueram juntos as mãos e Maluf bradou: "Viva Dilma, Viva Padilha".

Assim como nos discursos dos petistas que o precederam, Emídio de Souza e Rui Falcão, Maluf também fez críticas enfáticas à gestão tucana no Estado. Maluf centrou os ataques na crise hídrica. Ele afirmou ter dobrado, em sua gestão à frente do Palácio dos Bandeirantes, a capacidade do Sistema Cantareira, enquanto o PSDB não investiu para ampliar a capacidade hídrica de São Paulo. "Não há falta de chuva, isso é uma mentira técnica, faltou é investimento."

Maluf também elogiou o governo da presidente Dilma Rousseff e a gestão do pré-candidato ao governo paulista, Alexandre Padilha, no Ministério da Saúde. "Padilha foi um dos melhores ministros da Saúde. Ele não teve preconceito. Trouxe médicos de outros países para atender a população mais carente", disse em referência ao programa Mais Médicos. Maluf disse ter certeza de que Padilha será um bom governador para São Paulo. Em resposta, Padilha disse sobre Maluf: "O sr sempre foi fiel aos projetos do presidente Lula".

Superação. Padilha disse estar superada a questão do constrangimento em relação à aliança com o PP de Paulo Maluf. Em relação à polêmica foto de apoio ao petista Fernando Haddad na campanha pela Prefeitura, há dois anos, Padilha disse que "são situações completamente diferentes".

À época, a questão levou Luiza Erundina (PSB) a desistir de disputar a eleição como vice na chapa de Haddad. "São situações completamente diferentes. Hoje, a relação do PP com o PT está sólida aqui no Estado de São Paulo, em vários municípios", disse reforçando o apoio mútuo dos partidos em prefeituras paulistas.

Padilha defendeu que a aliança com o PP será programática. "Não fiz nem cálculo de tempo (de TV) nem qualquer tipo de conversa sobre cargos", respondeu o pré-candidato ao ser questionado sobre quais cargos o PP teria em um futuro governo.

O pré-candidato disse que será um "grande ganho" consolidar a parceria com o PP e poder contar com quadros do partido que hoje atuam no Ministério das Cidades. O atual titular da pasta, Gilberto Occhi, é indicado do PP. Segundo o petista, a parceria poderá ajudar em propostas para políticas de água, saneamento, mobilidade urbana, habitação e outras áreas em que a equipe do Ministério tem experiência.

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