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EVARISTO SÁ / AFP PHOTO

Dilma vai ao Congresso entregar mensagem do governo

Nesta terça-feira, durante cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos, presidente vai defender o ajuste fiscal, a reforma da Previdência, a volta da CPMF e a guerra ao zika virus

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Vera Rosa e Isadora Peron,
O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2016 | 22h06

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff irá nesta terça-feira, 2, à tarde ao Congresso para entregar a mensagem do governo na cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos. Dois meses após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitar o pedido de impeachment, Dilma estará ao lado de seu algoz, defendendo o ajuste fiscal, a reforma da Previdência, a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a guerra ao zika virus.

Tudo foi planejado pelo Palácio do Planalto para Dilma recuperar o protagonismo político, mostrar que não se intimida com Cunha e defender propostas para enfrentar a crise. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comandará a sessão do Congresso. Renan esteve nesta segunda-feira no Palácio do Planalto e acertou com Dilma como será conduzida a sessão.

Esta é a segunda vez que Dilma irá pessoalmente ao Congresso para entregar a mensagem presidencial, desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 2011, quando leu o texto pela primeira vez. Nos anos seguintes, o ritual foi cumprido pelo ministro da Casa Civil e Dilma já exerceu essa tarefa em 2010, quando ocupou esse cargo, no governo Lula.

Abalado por turbulências políticas e econômicas, o governo prepara várias ações para mostrar que não está parado e sair da agenda negativa. Nesta segunda-feira, por exemplo, Dilma gravou um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, para pedir intensa mobilização da sociedade no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Cunha afirmou que não atacará a presidente durante a sessão do Congresso. “Eu não seria deselegante de emitir qualquer palavra que possa ser considerada agressão ou ofensa”, comentou o presidente da Câmara. “Não faz  parte da minha natureza. Sou uma pessoa educada.”

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que Dilma vai usar a mensagem ao Congresso para pedir apoio aos parlamentares. “Evidentemente, ela vai falar da situação econômica e das iniciativas que gostaria de ver aceleradas. A CPMF, por exemplo, é uma das medidas que nós consideramos muito importantes”, argumentou Wagner.

Para Renan, o gesto de Dilma em enviar pessoalmente a  mensagem ao Congresso tem grande importância. “Significa uma mudança de patamar na relação”, observou o presidente do Senado. “Ela demonstra que quer conversar e o papel do Congresso Nacional é preservar o interesse do País. É sobretudo uma oportunidade para que possamos discutir os rumos do Brasil, que, nesse ano,  apresenta as mesmas dificuldades do ano que passou.” / COLABORARAM DANIEL CARVALHO E ISABELA BONFIM

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