1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Dilma sobrevoa áreas atingidas por cheias em Rondônia

TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

15 Março 2014 | 12h 29

A presidente Dilma Rousseff desembarcaria nesta manhã em Porto Velho (RO) para sobrevoar as áreas atingidas pelas cheias dos rios da região. Depois de sobrevoar Porto Velho, que está vivendo a pior cheia da história do rio Madeira, Dilma seguirá para Rio Branco, no Acre. A viagem ao Acre não estava prevista anteriormente.

Nos dois estados existem cidades que estão isoladas, com problemas para abastecimento de comida e combustível. A presidente se reuniu com o governador de Rondônia, no Planalto, na quarta-feira, que pediu auxílio ao governo federal diante da calamidade no estado. Hoje a presidente irá se reunir com ele, novamente e outras autoridades locais. No Acre, o encontro será com o governador Tião Viana. Ontem, a informação era de que a presidente Dilma iria sobrevoar apenas Rondônia.

A viagem à região está sendo realizada somente dois meses e meio depois de o governo de Rondônia ter decretado alerta no estado por causa das fortes chuvas e mais de três semanas depois de a região ter ficado completamente alagada e isolada por causa do agravamento da situação. Quando as enchentes atingiram Governador Valadares, em Minas Gerais, estado de origem de seu principal adversário nas eleições de outubro, Aécio Neves, que possui o segundo colégio eleitoral do País, Dilma não esperou. No dia 27 de dezembro, interrompeu seu descanso de fim de ano em Aratu, na Bahia, para vistoriar as áreas atingidas.

No mesmo dia, 27 de dezembro, segundo o governador de Rondônia, Confúcio Moura, foi decretado alerta no estado e há mais de um mês a situação ficou "crítica". No entanto, somente na quarta-feira, dia 12 de março, a presidente recebeu o governador Confúcio, em Brasília. Confúcio disse que não se queixou a Dilma pelo fato de ela não ter visitado a região que enfrenta a sua maior enchente da história e que já acumula, segundo ele, prejuízos "impagáveis" e "irrecuperáveis", apesar de não existirem vítimas fatais em decorrência da tragédia provocada pelas cheias.