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Dilma sobrevoa áreas atingidas pelas cheias em Rondônia e Acre

Tânia Monteiro

15 Março 2014 | 11h 12

Visita da presidente ocorre dois meses e meio depois de o governo decretar estado de alerta na região

Brasília - A presidente Dilma Rousseff desembarcou neste sábado, 15, em Porto Velho (RO) para sobrevoar as áreas atingidas pelas cheias dos rios da região. Depois de sobrevoar Porto Velho, que está vivendo a pior cheia da história do rio Madeira, Dilma seguirá para Rio Branco, no Acre. A viagem ao Acre não estava prevista anteriormente.

Nos dois Estados existem cidades isoladas, com problemas para abastecimento de comida e combustível. A presidente se reuniu com o governador de Rondônia, no Planalto, na quarta-feira, que pediu auxílio ao governo federal diante da calamidade no Estado. Neste sábado, a presidente vai se reunir com ele novamente e com outras autoridades locais. No Acre, o encontro será com o governador Tião Viana. Nessa sexta, 14, a informação era de que a presidente Dilma iria sobrevoar apenas Rondônia.

A viagem à região é realizada somente dois meses e meio depois de o governo de Rondônia ter decretado alerta no Estado por causa das fortes chuvas e mais de três semanas depois de a região ter ficado completamente alagada e isolada por causa do agravamento da situação. Quando as enchentes atingiram Governador Valadares, em Minas Gerais, Estado de origem de seu provável adversário nas eleições de outubro, senador Aécio Neves (PSDB-MG), Dilma não esperou. No dia 27 de dezembro, interrompeu seu descanso de fim de ano em Aratu, na Bahia, para vistoriar as áreas atingidas.

No mesmo dia, 27 de dezembro, segundo o governador de Rondônia, Confúcio Moura, foi decretado alerta no Estado e há mais de um mês a situação ficou "crítica". No entanto, somente na quarta-feira, dia 12 de março, a presidente recebeu o governador Confúcio, em Brasília. Confúcio disse que não se queixou a Dilma pelo fato de ela não ter visitado a região que enfrenta a sua maior enchente da história e que já acumula, segundo ele, prejuízos "impagáveis" e "irrecuperáveis", apesar de não existirem vítimas fatais em decorrência da tragédia provocada pelas cheias.