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Dilma rejeita ideia de controlar imprensa

TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

07 Maio 2014 | 09h 09

A presidente Dilma Rousseff disse em jantar a dez jornalistas, no Palácio da Alvorada, na noite de terça-feira, 6, que a imprensa brasileira "é bastante oposicionista". Apesar da queixa, Dilma rejeitou proposta que é defendida pelo PT de regulação da mídia. "Não tenho a menor vontade de controlar a imprensa. Não sou a favor. Não dá. Sou contra a qualquer controle de conteúdo na imprensa e na internet", desabafou a presidente, ao afirmar que "a imprensa não é do mal".

Para a presidente, é preciso coibir qualquer censura governamental e privada. Depois de reiterar que "não quer controlar conteúdo", reconheceu que "a mídia é passível de controle econômico", já que se trata de uma concessão e citou, como exemplos, países que já exercem esse tipo de controle como Portugal e Inglaterra.

Dilma destacou que o governo "tem pressa" e vai editar "no menor tempo possível" a regulamentação do Marco Civil da Internet, que ela quer que seu texto seja definido a partir de uma discussão com a sociedade. "Queremos a regulamentação o mais rápido possível porque a sociedade está mobilizada", afirmou a presidente, reconhecendo que, se demorar, pode "criar descrédito". A nova legislação vai proteger direitos dos usuários à privacidade e à liberdade de expressão.

A presidente que, recentemente, respondeu a perguntas de internautas pelo Facebook, em um evento online batizado de Face to Face com Dilma, prometeu voltar à rede social ainda esta semana, agora para responder a perguntas sobre o Pronatec.

Na conversa com os jornalistas, a presidente respondeu às críticas de que o texto do Marco Civil da Internet foi aprovado com pressa no Senado para ser levado à sanção no encontro mundial sobre internet, em São Paulo. "Esse encontro não tem importância? Ele foi um ganho para o Brasil", disse ela, ao lembrar que o tema foi debatido pelas grandes autoridades mundiais da Web e que serviu para "firmar a liderança do Brasil" no tema. Segundo a presidente, todos os temas que foram adiados na discussão durante a votação do Marco Civil, no Congresso, serão temas de debate, agora, com a sociedade, no processo de regulamentação da lei.