Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma diz que governo reduziu despesa mas não interrompeu o que é importante

Segundo presidente, apesar do ajuste para reequilibrar as contas públicas, programas sociais serão preservados

ANDRÉ ÍTALO ROCHA, O ESTADO DE S.PAULO

07 Outubro 2015 | 17h49

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta, 7, que, embora o governo esteja cortando gastos para reequilibrar as contas públicas, os programas sociais serão preservados do ajuste. "Um governo comprometido com a população tem de cuidar das finanças, não pode jogar dinheiro pela janela. Tem de fazer mais para aqueles que mais precisam", disse, após reconhecer mais uma vez que o Brasil passa por dificuldades.

Em discurso no município de Barreiras, na Bahia, durante entrega de residências do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, Dilma declarou que as dificuldades precisam ser enfrentadas com coragem e determinação. "Não podemos nos atemorizar. Só há um jeito: enfrentar com humildade, não com prepotência, temos de enfrentar com firmeza. Isso é o que o meu governo está fazendo", disse.

Dilma afirmou também que, superada essa "travessia", o País terá um novo momento de crescimento mais acelerado e criação de empregos. "Essa travessia pode ser curta, somos um povo que tem um otimismo enraizado na alma. Juntos somos imbatíveis, quando colocamos o interesse do Brasil acima de interesse pessoal, partidário ou de qualquer espécie", disse.

Ainda sobre o ajuste, Dilma disse que é isso que um chefe de família precisa fazer para que as despesas caibam no orçamento. "Nós cortamos algumas despesas que, embora sejam importantes, são despesas que podem esperar". Em seguida, ela lembrou que, entre as últimas medidas de ajuste anunciadas pelo governo, estão o corte de 10% no seu salário, no do vice-presidente Michel Temer e no dos ministros, a extinção de oito ministérios e o corte de três mil cargos.

Referindo-se à redução do próprio salário, a presidente virou-se para o prefeito de Barreiras, Antônio Henrique de Souza Moreira, e para o vice-governador da Bahia, João Leão, ambos do PP, e brincou: "É bom vocês saberem disso, porque vai que a moda pega".

Em relação ao Minha Casa Minha Vida, Dilma garantiu a continuidade do programa, com a realização da terceira fase e a entrega das unidades que ainda estão pendentes da segunda fase. Afirmou que o programa habitacional não pode ser "pequenininho" e que duvida que algum governo ouse interrompê-lo. "Estamos reduzindo despesas, mas não interrompemos o que consideramos importantes".

Além das unidades em Barreiras, outras casas foram entregues simultaneamente em Feira de Santana, Irecê e Dias D''Ávila, todas no Bahia. No total, são 2.781 residências, com cerca de 11 mil pessoas beneficiadas. Os empreendimentos são destinados a famílias com renda de até R$ 1,6 mil.

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